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O futuro derrotou Domingos PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sábado, 14 Maio 2011 23:00

110514_braga_sportingAndré Santos saltou mais alto do que Meyong: uma imagem que resume um jogo em que o Sporting foi melhor

 

Uma equipa (Sporting) decidida em atenuar uma época fracassada, a outra (Sp. Braga) com a cabeça em Dublin onde, quarta-feira, disputa a final da Liga Europa e um treinador (Domingos) à beira de um ataque de nervos. O actual técnico minhoto esbracejou, mostrou-se sempre irritado com a apatia e displicência bracarenses, mas acabou derrotado pela equipa que vai treinar na próxima época. Apenas com o orgulho em jogo, os jogadores do Sporting mostraram mais vontade e mereceram o triunfo por 1-0.

Domingos tinha garantido que o encontro era “especial” e que o Sp. Braga estava determinado em “fazer um grande jogo”. O treinador tinha a oportunidade de conseguir nas duas épocas em que treinou os minhotos as duas melhores classificações de sempre dos bracarenses e garantir, sem depender de terceiros, a entrada apenas no play-off da Liga Europa da próxima época. O discurso do treinador não pareceu, no entanto, ter sido entendido no balneário que pareceu estar já com a cabeça em Dublin.
Com Sílvio castigado, Domingos deixou de fora Paulo César e dois defesas habitualmente titulares: Miguel Garcia e o central peruano Rodríguez, que também deverá rumar a Alvalade na próxima época. As ausências obrigaram Domingos a adaptar Salino no lado direito da defesa. O resultado foi desastroso. O quarteto defensivo dos minhotos mostrou-se sempre inseguro e a displicência bracarense ofereceu ao Sporting duas grandes oportunidades nos primeiros cinco minutos.

Primeiro, com menos de um minuto decorrido, Postiga surgiu em boa posição após assistência de Djaló, mas o remate saiu por cima da baliza. Quatro minutos depois, um excelente passe de Zapater serviu Djaló que aproveitou o buraco no centro da defesa rival para marcar o único golo do jogo. Sem Abel e João Pereira (Cedric esteve bem) e Vukcevic, José Couceiro via a sua equipa entrar bem na partida e o golo leonino foi um excelente ansiolítico para um Sporting que andou a época inteira a precisar de um psicólogo.

Com a vantagem, os “leões” passaram a iniciativa para o adversário, mas apesar dos esforços de Domingos, Alan, Lima e companhia estiveram irreconhecíveis. Um livre de Hugo Viana (28’) foi o único lance de perigo para a baliza leonina no primeiro tempo que acabou com protestos dos minhotos após um lance entre Polga e Meyong na área.

A segunda parte começou com o Sporting novamente melhor e Artur impediu o golo a Djaló (49’) e Postiga (51’). No Sp. Braga, Meyong era dos poucos que mostrava vontade e o camaronês esteve perto do golo aos 62’ e 63’. No entanto, apesar dos esforços de Domingos (os minhotos acabaram o jogo em 3x4x3), Rui Patrício poucas vezes foi incomodado e a vitória sportinguista nunca esteve em grande perigo.

Para o Sporting a época acaba com um mal menor, para o Sp. Braga foi apenas um percalço. O jogo da época dos minhotos disputa-se quarta-feira.

POSITIVO

Sporting
José Couceiro disse que colocou a fasquia no terceiro lugar com a intenção de motivar a equipa e puxar pelo orgulho dos jogadores. Apesar de todas as limitações do plantel, os jogadores do Sporting mostraram que o desafio foi aceite
e com vontade alcançaram o lugar no pódio do campeonato.

NEGATIVO

Hugo Viana
Contra a sua ex-equipa, o médio teve uma noite para esquecer. Inseguro no passe (o golo nasce de uma falha sua), não conseguiu ser o motor da equipa.

Defesa do Sp. Braga
No quarteto defensivo dos minhotos ninguém leva nota positiva. As falhas foram muitas e apenas a boa exibição de Artur evitou males
maiores.



Ficha de jogo

Sp. Braga 0

Sporting 1

Jogo no Estádio Axa, em Braga.
Assistência 20.445 espectadores.

Sp. Braga Artur Moraes 6, Salino 4 (Hélder Barbosa 4, 73’), Paulão 4, Kaká 4, Elderson 4, Vandinho 5 (Custódio 5, 54’), Hugo Viana 4, Mossoró 5, Ukra 5 (Meyong 6, 39’), Alan 5 e Lima 5. Treinador Domingos Paciência.


Sporting Rui Patrício 6, Cédric 6, Daniel Carriço 6, Polga 6, Evaldo 6, André Santos 7, Zapater 7, Matias Fernandéz 6 (Nuno André Coelho -, 87’), Valdés 6 (Diogo Salomão -, 78’), Yannick Djaló 7 e Hélder Postiga 6 (Carlos Saleiro -, 90’). Treinador José Couceiro.

Árbitro Pedro Proença 6 (Lisboa) Amarelos Daniel Carriço (26’), Matias Fernandéz (42’), Paulão (64’), Kaká (74’), Yannick Djaló (84’), Custódio (88’), Rui Patrício (90’+1’).

Golo
0-1, por Yannick Djaló, aos 5’.

 

In publico.pt

 


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