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Bruno Carvalho considera "lamentável" que só seja feita uma auditoria parcial às contas PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sexta, 03 Junho 2011 10:16

110320_bruno_carvalhoO antigo candidato à presidência do Sporting Bruno de Carvalho considerou hoje lamentável o facto de a actual direcção ter decidido fazer apenas uma auditoria parcial às contas do clube.

Em comunicado, Bruno de Carvalho disse que uma auditoria às contas do clube deveria “acabar com o clima de dúvidas e de suspeições dos últimos 15 anos” e que, para tal, era necessária “uma análise fina e pormenorizada a nível financeiro e de gestão”.


“A Auditoria parcial que a direcção empossada decidiu fazer, com a conivência por vezes de quem não se esperaria, não foi nada disto. Por isso me recusei, e continuarei a recusar, ser cúmplice nesse problema”, lê-se no comunicado.

Para o antigo candidato, “é lamentável que assunto de tal relevância tenha redundado numa mera análise de evolução”, esperando que “proximamente não surjam notícias a propósito da auditoria parcial em curso, dando conta do extravio ou da perda de documentos ou de informações essenciais”.

Bruno de Carvalho mostrou-se ainda disponível para se fazer representar numa “auditoria financeira e de gestão em moldes que permitam responder cabalmente às legítimas exigências dos sócios”.

Diminuição do passivo? "Preço demasiado pesado"

Sobre a diminuição do passivo em 42 milhões de euros, entre 1 de Julho de 2010 e 31 de Março de 2011, recentemente comunicada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Bruno de Carvalho levantou algumas dúvidas, devido ao aumento de capital, o trespasse da Academia e a emissão de Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (VMOC)”.

Bruno de Carvalho recordou que, com a Operação Harmónio, realizada no tempo de José Eduardo Bettencourt, foi reduzido o capital social do clube de 42 milhões de euros para 21 milhões de euros para cobrir prejuízos. Na mesma operação, foi aprovado um aumento do capital social, que passou de 21 milhões de euros para 39 milhões, através da emissão de 18 milhões de novas acções ordinárias, com o Sporting a ficar com 89,3 por cento na Sporting SAD.

Foram ainda emitidos VMOC em acções da Sociedade, no montante máximo de 55 milhões de euros. Além destas três operações, “tiveram lugar outras que permitiram atenuar as contas da SAD, como a passagem da Sporting Comércio e Serviços e a da Academia para essa empresa”.

“Em conclusão, é formalmente correcto dizer-se que o passivo diminuiu. Mas o preço societário para que tal acontecesse foi demasiado pesado: o Sporting Clube de Portugal perdeu o domínio sobre a Academia e sobre a Sporting Comércio e Serviços (que detém o produto das receitas televisivas e da publicidade), e corre o risco de perder igualmente o controlo maioritário da SAD num prazo de 2 a 5 anos, decorrente por sua vez dos prazos inerentes às VMOC”, refere Bruno de Carvalho.

 

In publico.pt


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