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Memórias de um ‘Estádio’ de alma PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sexta, 10 Junho 2011 12:51
110610_estadio_alvaladeTantos dias, tantas horas, tantos minutos que passei junto ao antigo Estádio José Alvalade. A chover torrencialmente, aqueci com um golo monumental que deu a vitória à nossa equipa, deixando de sentir por momentos a água a escorrer no meu corpo. Numa magnífica tarde de sol, troquei a praia e a namorada, por uma derrota gelada, consentida no último minuto de jogo onde o lema ‘Esforço, Dedicação, Devoção e Glória’ fora esquecido pelos nossos jogadores.

Fizesse sol, chuva, frio ou calor… estive sempre presente à espera de um sorriso, uma emoção e mais uma vitória. Foram muitos os jogadores que vi actuarem no relvado do antigo Estádio José Alvalade: bons, maus, assim-assim, craques ou puro erros de casting. Contudo, isso pouco importava, pois a mim cabia-me o papel de apoiá-los incondicionalmente.

O antigo Estádio José Alvalade foi para mim, uma segunda casa, um ‘estádio’ de alma, um local onde por vezes entrava cabisbaixo por uma qualquer razão da minha vida pessoal e saia eufórico, a cantar e a abraçar quem tinha ficado sentado a meu lado durante o jogo. Ali, vivi momentos únicos que nunca se poderão repetir, que jamais irei esquecer: naquele espaço que fica para sempre assinalado no meu coração cresci, aprendi e tornei-me Homem.

Falo de um local onde vi a morte, a sorte, a família, a dor, as lágrimas de alegria e de tristeza, a força policial, a amizade pura, a dedicação de quem vem de muito longe, a intolerância, a pura explosão de todos os sentimentos quantas vezes reprimidos durante a semana inteira, a magia de uma simples finta de corpo em que um jogador pequeno desequilibra um bem maior... No antigo Estádio José Alvalade, ouvi todos os palavrões, todos os elogios, os cânticos mais longos, bonitos e emocionados, a raiva, o amor, os apitos, os tambores, a palavra ‘gooolooo’ gritada com o mesmo ímpeto por doutores e empregados de mesa, o nome do Clube que amamos evocado por uma vasta multidão unida. Dentro desse recinto corri, empurrei, sofri, sentei-me, cai, levantei-me, entrei e sai. Ali comi, respirei, estudei, gritei, escrevi, ri, enervei-me e senti.

Os dias, as manhãs, as tardes e as noites passadas no antigo Estádio José Alvalade, nunca serão apenas uma memória que o tempo normalmente apaga. Será muito mais do que isso, será sempre um degrau na escada da vida… um amor inexplicável para quem não o sente.

Enquanto sonhar nunca o meu estádio irá abaixo; enquanto recordar será para sempre evocado com uma alegria transbordante e com um gigantesco sorriso; enquanto viver nunca o meu estádio deixará de ser o meu ‘estádio’ de alma!!!

Muito obrigado por tudo. ALVALADE SEMPRE!
(carta enviada pelo Sócio nº24.453-0, evocando o antigo Estádio José Alvalade).

 

In sporting.pt


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