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Sábado, 04 Dezembro 2021
Marco Aurélio: «Respeito muito os sportinguistas» PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sábado, 31 Dezembro 2011 21:06
111231_marco_aurelio O antigo central dos «leões» salientou na entrevista exclusiva que passou cinco anos maravilhosos no Clube e fala do enorme carinho que continua a sentir pelo Sporting.

SPORTING – Sente que os sportinguistas não o esquecem?
MARCO AURÉLIO – Sinto. Os sportinguistas continuam a tratar-me com muito carinho e respeito e esses são sentimentos recíprocos. Respeito muito os sportinguistas. No Sporting, passei cinco anos maravilhosos, não conquistei nenhum campeonato e cheguei a culpar-me por isso, porque tínhamos uma equipa muito boa. Tínhamos uma equipa composta por jogadores como Figo, Balakov, Iordanov, Amunike e Juskowiak e não conseguimos vencer o título. Perdemos dois anos para o FC Porto e acabei por ter uma quota-parte de responsabilidade por isso.

 

Por outro lado e passados 10 anos, vejo que o Liedson também não se conseguiu sagrar campeão pelo Sporting. Aprendi que para se ganhar o campeonato não chega ter uma boa equipa, é preciso haver uma cumplicidade e uma união muito grande entre todos. Temos de ser cada vez mais unidos e apoiar sempre a equipa durante os 90 minutos.

 

O sentimento que ainda hoje tem pelo Sporting é especial?
É muito especial e não desapareceu depois de ter deixado de ser jogador do Sporting. Acompanho sempre a vida do Clube e falo com os meus antigos colegas e, assim, vou tendo notícias sobre o Sporting.

 

Deixou de jogar aos 40 anos. Conseguiu jogar até tão tarde devido ao facto ter tido uma vida regrada?
Tive a felicidade de jogar num país que não olha para o bilhete de identidade na altura de renegociar os contratos. Em Itália, olham apenas para os rendimentos dos atletas e se, em 35 jogos, jogámos 34, então não nos perguntam a idade. Joguei até tarde porque nunca vi ninguém plantar bananas e nascerem maçãs. Se, como jogador de futebol, nos portarmos bem, se trabalharmos, descansarmos e se formos profissionais, jogamos até tarde, porque o campo é que dita por quantos anos um jogador pode jogar. Por exemplo, o Liedson tem 34 anos e vai ter mais dois anos de contrato com o Corinthians.

Para os sportinguistas, o Liedson é um ídolo, uma referência e um exemplo para os jovens. Se os jovens plantarem bem, vão colher bem e chegarão aos 35 anos bem fisicamente. O treinador olhará para esse jogador e não vai querer um jovem, porque tem um atleta experiente, que é bom para o grupo e que joga bem.

 

11 anos depois de ter vestido a camisola «verde e branca», Marco Aurélio recordou os tempos em que vestiu a camisola do Sporting e explicou o porquê de continuar um torcedor do Clube. Os anos parecem não ter passado pelo antigo defesa-central «leonino», que abriu o livro das recordações em entrevista ao jornal ‘SPORTING’.

 

SPORTING – O que mais o marcou no Sporting?
MARCO AURÉLIO – Tantas coisas, que é difícil distinguir só uma, desde os adeptos aos presidentes. Tive um excelente relacionamento com todos eles. Plantei algo de muito positivo no passado e o Sporting sempre me deu tranquilidade para jogar, sempre apostou em mim e sempre mostrou confiança em mim.

Havia um massagista que sempre que eu entrava em campo, me dizia: “Marco, o de sempre”. Ele não me desejava boa sorte, só dizia aquilo. Isto porque nunca fui um jogador de top, mas também nunca fui um jogador de jogar muito mal. Recordo-me de um jogo que me marcou muito pela negativa, contra o Benfica. Nessa altura, o Benfica tinha um avançado inglês e, no decorrer do jogo, um companheiro lançou-lhe a bola em profundidade. Tropecei, ele empurrou-me, caí e ele marcou o golo.

Quem tratava das nossas coisas era o Jorge Sousa e quando acabou o jogo, perdemos, havia uma confusão tremenda no exterior do Estádio. Mandei a minha mulher para casa, dizendo-lhe que ia de táxi, porque estavam a dizer para não sairmos por causa da confusão.

Então, peguei na minha bolsa e comecei a encaminhar-me para a porta, onde apareceu o Jorge Sousa a dizer para eu não sair, porque os adeptos iam dar cabo de mim. Saí pelo meio dos sportinguistas, ouvi muito, mas houve outros que me perguntavam como tinha sido possível perder com o Benfica, ainda para mais com um lance em que tinha estado envolvido. Estive ali durante meia hora a conversar com os adeptos e ninguém me fez mal. Ainda hoje tenho flashes desse momento e o que mais me marca nisso tudo é como são os adeptos do Sporting: cobram, mas são civilizados, educados e, como dizem no Brasil, são gente boa.

 

O Marco de hoje é o de sempre?
Sempre. Os meus pais ensinaram-me a ser simples e a ter sempre fé. Tenho sempre esperança de que as coisas vão ser sempre melhores. Em Itália, dizia: nunca vi um local onde chova sempre, o sol acaba sempre por aparecer. Às vezes, as coisas estão difíceis, mas a coisa melhora.

 

Que mensagem deixa aos sportinguistas?
Meus amados, continuem a acreditar que este Clube pode, num futuro bem próximo e pela organização e qualidade que tem na sua base, ir longe. Acredito nisso.

 

In sporting.pt


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