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Sexta, 09 Março 2012 02:26

120309_ojogoA raça também pode valer milhões

O Sporting bateu o Manchester City, com justiça e um grande golo, e parte para Inglaterra com uma preciosa vantagem na eliminatória. Poucos seriam os analistas que, antes do apito inicial, antecipariam um desfecho desta natureza, já que os milhões ao dispor do clube que eliminou - de forma categórica e arrogante - o FC Porto atraem alguns dos melhores jogadores do planeta e prometiam exercer superioridade absoluta diante de uma equipa leonina fragilizada por uma época repleta de contrariedades e pela descrença acentuada com a derrota em Setúbal.



Ontem, contudo, os jogadores verdes e brancos demonstraram uma atitude compatível com as palavras e a personalidade do seu treinador, tornando evidente que a raça, quando temperada com doses certas de qualidade e inteligência, também pode assumir cotações milionárias.

Ricardo Sá Pinto, consciente das características do seu adversário, montou um onze conservador, mas vocacionado para as transições rápidas: numa espécie de 4x4x1x1, fez Carriço alinhar ao lado de Schaars, colocou Izmailov à direita, Capel à esquerda e Matías Fernández no apoio próximo a Ricky van Wolfswinkel, minimizando assim os espaços entre linhas que poderiam ser utilizados pelos dois jogadores mais perigosos e criativos do City: David Silva e Kun Aguero.

Assim, os primeiros minutos foram de expectativa, sem que nenhum dos contendores revelasse a sua abordagem estratégica, procurando ambos evitar os erros que poderiam condicionar o resto da contenda. Cedo ficou claro, porém, que os leões estavam dispostos a ceder a iniciativa ao adversário e, apesar de terem pertencido aos da casa os primeiros sinais de perigo, foram os ingleses que mandaram durante a primeira meia hora.

Sereno e organizado, o Sporting começou então a empolgar as bancadas e a impor o jogo que mais lhe convinha: futebol ao primeiro toque, transições rápidas e o potenciar da liberdade de Matías Fernández, que fazia à defesa contrária aquilo que Silva e Aguero estavam impedidos de executar - desequilibrar no transporte de bola.

Ao intervalo sentia-se que o reatar do encontro poderia ser determinante para o desfecho, e foi aí que tomou forma o detalhe decisivo: uma defesa incompleta de Joe Hart a livre batido por Matías proporcionou a Xandão um improvável golo de calcanhar - e a correspondente vantagem no marcador. Mais: os homens de Manchester sentiram, e muito, o golpe, enquanto os leões se empolgavam e partiam em busca do segundo, que quase surgiu quando Insúa, já na área, criou uma ocasião soberana que Van Wolfswinkel não conseguiu converter em golo.

Consciente da qualidade do oponente, Sá Pinto resolveu, contudo, refrear os ânimos e reforçou o meio-campo com a entrada de Renato Neto, mesmo se tal medida implicou a saída de Matías Fernández, cérebro da transição ofensiva. A partir deste momento, a bola passou a ser do City, enquanto os leões apostavam na organização como forma de segurar um triunfo em que poucos acreditaram à partida.

Estimulados pela oferta, os ingleses carregaram e foram à procura do empate, mas a paciência verde e branca e a trave da baliza de Rui Patrício não fizeram vénias à reputação das vedetas - aposto que Dzeko, que saiu de campo, inútil, aos 71', vai aprender de cor todos os nomes e apelidos de Xandão e Polga até ao jogo da segunda mão. Agora resta ao Sporting preparar-se para a previsível avalanche ofensiva do jogo de Manchester, mas este é um triunfo que devolve confiança e, esse, já ninguém lho tira.

O Sporting um a um
Oi, sou o Xandão! E vocês quem são?

Rui Patrício 7

À altura das circunstâncias! O camisola 1 leonino fez uma defesa por instinto a um cabeceamento de Lescott e disse quase sempre "não" a Aguero até perto do fim, quando Xandão se confirmou como herói ao evitar o empate do argentino.

João Pereira 7

Saiu da sua bota direita o primeiro tiro do jogo com perigo, aos 10', e calibrou outro remate aos 15', este ao lado. O entendimento do lateral com Matías Fernández sofreu flutuações e, já na segunda parte, facilitou na concessão de espaço a Balotelli. No seu jeito belicoso, deixou Kolarov à beira de um ataque de nervos no final.

Polga 8

Muito criticado, o homem que se poderá para sempre ufanar de ser campeão do mundo foi impecável. Por relva ou ar, o brasileiro esteve impiedoso na discussão de cada lance e intransponível nos duelos diretos.

A ESTRELA: Xandão 9
Calcanhar da humildade derrota a arrogância

Quem diria? O reforço de Janeiro viveu ontem um jogo para colar no álbum de recordações, quando anda à procura da afirmação de leão ao peito. Aquele vistoso golo de calcanhar apontado pelo central ao favoritíssimo City valeu mais que uma vitória que abre boas perspetivas para a segunda mão: foi um banho de humildade servido gelado sobre uma turma endinheirada e desportivamente em crescendo - é líder da Premier League -, mas entre a qual alguns elementos encararam com menosprezo os leões. Criterioso, com boa leitura dos lances, o ex-São Paulo foi imbatível atrás e decidiu ir à frente dar uma de artista. À segunda, após livre de Matías sacudido por Hart, o central arrancou um bonito toque de calcanhar e partiu para a festa. Pouco ortodoxo, elevou-se a salvador da pátria ao tirar uma bola que seguia com selo de golo após um duelo Aguero-Patrício. Ficou apresentado...

Insúa 7

Muito atacante, mas sem facilitar atrás, foi outro leão a rugir tamanha a força do ataque oposto. Ofereceu um golo a Van Wolfswinkel, mas o Iceman esbanjou.

Carriço 8

Para quem não nasceu na posição, o central continua empenhado na adaptação à posição seis, e por isso foi recompensado. Um gladiador capaz de jogar em profundidade e de rematar, fechou bem o espaço ao adversário e discutiu cada lance como se o amanhã não fosse seguro. Exemplo de compromisso.

Izmailov 7

Bom jogo do russo, que alinhou no espaço interior. Deu qualidade na condução atacante e combinou bem com Matías e João Pereira, apesar de o passe nem sempre lhe sair com acerto. Saiu aos 59'.

Schaars 8

Jogou como fala: sem medo. O holandês conjugou classe e fibra sobre a meia esquerda, acabando esgotado. O principal recuperador de bolas leonino na partida viu a glória de perto logo aos 4', num remate de ressaca de muito longe, mas falhou o alvo.

Capel 7

Quando faltaram ideias e espaço para penetrar na área inglesa, foi o 11 a pisar no acelerador no último terço frente à muralha dos sky blues. Difícil de parar e incisivo, o internacional espanhol foi rendido aos 75'.

Matías Fernández 8

De todos, o mais diabólico no ataque, surgiu a jogar próximo de Van Wolfswinkel e armou o bom e o bonito, fazendo estremecer a estrutura defensiva do City. Enérgico e enleante, El Crá foi o artífice de larga parte da iniciativa atacante leonina, comportamento refletido numa bomba por si desferida em zona frontal, aos 34', que assobiou junto ao poste esquerdo da baliza dos citizens. Foi também dele o livre que Hart sacudiu para, na sobra, Xandão transformar no 1-0, uma colaboração justa para o chileno. Saiu aos 69'... para pena do público.

Van Wolfswinkel 5

Noite ingrata para o Lobo, que continua sem caçar o golo. Valeu pela atitude, mas o holandês ficou-se pelas intenções aos 55' e aos 63'.

Pereirinha 5

Trouxe vivacidade à direita e ainda se esticou após centro transviado de Capel para marcar (68'), mas a tentativa saiu-lhe ao lado.

Renato Neto 6

Desta feita não tremeu. Bateu-se com valentia do meio campo para trás, arrancando bruás do público nas várias interceções logradas.

Carrillo 6

Mostrou um pouco do muito talento que tem. Fabulosa a sua arrancada pela direita, com cruzamento tenso para a área, em tempo extra. Pedia melhor sequência.

Sá Pinto
"Escrevemos parte importante da história"

Um jogo sem erros. Era esta a chave para fazer sofrer o Manchester City e "a equipa cumpriu tudo na íntegra", segundo Ricardo Sá Pinto. "Sabíamos que tínhamos de fazer um jogo perfeito para ultrapassar um grande Manchester City e fizemo-lo", referiu o técnico leonino, elogiando, como é seu apanágio, o trabalho dos jogadores. "Foram excecionais e tremendos. Fizemos um grande jogo e escrevemos parte importante desta história. Estávamos a par da qualidade do adversário, mas também temos qualidade e sabemos o que somos capazes de fazer. Acreditamos em nós e vamos lutar até final."

O treinador sportinguista discordou de Mancini, que defendeu que os ingleses não mereciam perder, e explicou que a estratégia estava bem estudada. "Ligámos muito bem os momentos. A forma como nos posicionámos e como saímos para o ataque não foi por acaso. Com muito espírito de sacrifício e muito trabalho, merecemos sair daqui com uma vitória", enalteceu, acreditando que "a segunda mão vai ser muito difícil", embora lembre que é preciso "pensar no Guimarães primeiro".

Apesar de triste com a impossibilidade de utilizar João Pereira no segundo jogo da eliminatória - "Gostava sempre de ter os 27 jogadores disponíveis", ressalvou -, Sá Pinto acredita que tem um grupo e uma estrutura forte para seguir em frente na Liga Europa. "Não quero uma equipa para um jogo ou dois. Quero uma equipa para um campeonato inteiro. Para os nove jogos da Liga que faltam, para o jogo da segunda mão em Manchester e para a final da Taça de Portugal, a 20 de maio", assegurou o treinador do Sporting, esperando que esta vitória seja um clique para um bom final de temporada: "Espero que continuem a perceber que é este o caminho. Com a qualidade que têm e com a organização que também já têm, é preciso continuar focados e com este espírito de equipa. Em alta competição, é preciso sempre respeitar todos os adversários e estar muito concentrado."´

Revista de Imprensa

guardian.co.uk

Depois de um calcanhar vitorioso do brasileiro Xandão, o italiano [Roberto Mancini] necessitará de uma muito melhor exibição da sua equipa na segunda mão, na próxima semana. Pelo menos, ao contrário do Arsenal, o City ainda têm todas as possibilidades à sua mercê para o segundo jogo.

BBC SPORT

Foi uma noite frustrante para o City, que se viu suplantado por um bem organizado e incisivo Sporting. E poderia ter sido pior para os homens de Roberto Mancini, mas, como em muitas ocasiões, o guardião Joe Hart chegou em seu socorro com um punhado de defesas fantásticas.

globoesporte.COM

O City poderia ter definido a partida no primeiro tempo, mas a aparente falta de interesse permitiu que os portugueses equilibrassem. Na segunda etapa, o Sporting conseguiu um golo chorado logo aos cinco minutos. Na sobra, Xandão, o Xerife abusado, marcou de calcanhar.

LaGazzetta dello Sport

Herói por acaso. E por sorte. A sua, sobretudo. Xandão, objetivo do Roma neste inverno, aproveita defesa incompleta de Hart para, com um toque maravilhoso de calcanhar, marcar ao City. E o City caiu com surpresa ante o Sporting depois de um jogo equilibrado, mas que a equipa de Mancini poderia ter vencido.

In ojogo.pt

 


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