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Sábado, 25 Setembro 2021
Académica vs. Sporting. A final da Taça em tamanho XXL, por Pedro e Carlos Xavier PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sábado, 19 Maio 2012 12:27

120519_gemeosxavierDe visita ao restaurante dos irmãos (um do Sporting, outro da Académica), o i sai de lá sem perceber como se distinguem gémeos sem olhar à roupa ou ao penteado. Desempate você mesmo

 

Taberna XXL. Quem não conhece, é ali para os lados da Linha, ao pé da Biblioteca Municipal de Cascais. Quem conhece, é ali para os lados da Linha, mesmo perto da Biblioteca Municipal de Cascais. Porque aquilo é bem escondido e só um GPS humano decifra o caminho à primeira. Ora bem, estamos na Taberna XXL onde existe a maior concentração de internacionais portugueses por metro quadrado. Estamos a falar dos irmãos gémeos Xavier, cujo reportório futebolístico não se compara ao jogo de cintura entre tachos e fogões. A Taberna XXL – é a terceira vez que o mencionamos, não será demais? por isso mesmo, a partir de agora é só XXL. Dizíamos nós, a taberna… Ups, o XXL é Xavier, Xavier e Luís, este com um reportório culinário invejável à falta de passado futebolístico. Apresentados os titulares da equipa local, passemos então aos visitantes: APS, Daniel Marinho, RMT e Xavier. O quê, outro Xavier? Não. Este Xavier é uma Xavier. Dos sete costados. Chama-se Ágata e é filha de Pedro, sobrinha de Carlos.

Pois é, estamos na casa dos Xavieres. Pedro e Carlos são os donos da Taberna (lá estamos nós a insistir) XXL, ali para os lados da Linha, ao pé da Biblioteca Municipal de Cascais. O GPS humano diz-nos que é na Rua Monte do Carmo. Aberto desde o Verão de 2011, é um local de petiscos. Rectificação: com grandes petiscos. Naquele espaço, estão reunidas as condições para um grande jogo. O primeiro a olhar para a televisão, perde o direito de atacar o prato seguinte. É quarta-feira, dia 9 de Maio, e a Sport TV passa o Athletic-Sporting. Os gémeos Pedro e Carlos não conseguem tirar os olhos do ecrã e a Ágata não consegue tirar uma fotografia decente do pai e do tio. Está tudo uma grande confusão, entre enquadramento para ali, endireitar o queixo para ali. Num segundo apenas, já um ou outro (não nos perguntem quais as diferenças entre Carlos e Pedro, se faz favor!) estão vidrados na televisão. E a fotografia, essa, não sai como devia. Só mais uma, só mais uma. Estamos reunidos no XXL (aleluia) para falar com os gémeos, ligados por um passado comum. Não, não é esse mais óbvio. Carlos e Pedro repartem um passado no Sporting e na Académica, os finalistas da Taça de Portugal de amanhã à tarde no Jamor (17h00 na RTP1).

Assim que a casa está mais vazia, os gémeos saltam lá para fora para as primeiras fotografias, de perfil, junto a uma parede branca. Num ambiente familiar, está bom de ver. Ágata pergunta-lhes pelas camisolas – é obrigação de Carlos trazer uma do Sporting e a de Pedro uma da Académica. Quando a resposta não é aquela que esperamos, lá sei vai a empatia criada pelos pimentos padrón, pelas moelas, pela linguiça, pela espetada São Valentim, pelos ovos com farinheira. “Mas então e as camisolas?” pergunta certa pessoa (não vamos aqui criar um dilema familiar, por isso abdicamos de apresentar qual dos Xavieres disse isto). “Eu tenho lá em casa mas não as encontrei?”, atira um. “No meu tempo não me davam camisolas, não é como agora. Também tenho uma lá em casa mas não sei onde está”, remata outro. ‘Tá bonito, ‘tá.

Bem, vamos lá ao que interessa. As fotos. Os gémeos estão fora do XXL e prontos para a conversa. Qual foi o vosso primeiro dérbi, digamos assim? Um pensa, o outro imagina (não nos perguntem quais as diferenças entre Carlos e Pedro, se faz favor!). E começam a falar, sem nunca se atropelarem um ao outro. Por alguma razão nasceram com dez minutos de diferença. Com ordem e progresso, tudo vai ao sítio. “Na primeira vez que nos defrontámos, não nos encontrámos. Eu saí do banco a um quarto de hora do fim” e “eu fiquei no banco o tempo todo”. Quem disse o quê? É Pedro Xavier quem é aposta de Mário Nunes num 0-0 entre Estoril e Sporting, em Dezembro de 1982, na 13.a jornada do campeonato nacional. E na segunda volta? Toma Pedro Xavier novamente a palavra. Com uma sucessão de factos assustadores.

“Aí fui expulso. Vermelho directo. Nunca mais me esqueci do árbitro Manuel Abreu [Santarém]. Desde o banco de suplentes. Há um lance de fora-de-jogo, fiz-lhe o gesto dos óculos e toma lá vermelho directo. A minha mãe está lá em cima, na bancada, e disse ‘deve ter sido o Pedro’. Lá fui mais cedo para o banho. Ainda na primeira parte [40 minutos]. Só fui expulso duas vezes. Aí, em Alvalade, e outra já na Académica, uns bons anos mais tarde, talvez 1987, 88 [em Novembro de 1987]. Em Coimbra, com o Espinho. Um brasileiro chamado Marcos António cuspiu-me na cara e eu fui à luta. Vermelho directo para os dois. Empatámos esse jogo dois-dois.”

Portanto, isso quer dizer que o primeiro dérbi Xavier é a… A 11 de Dezembro de 1983, num (outro) 0-0 entre Estoril e Sporting. Pedro entra a 23’ do fim, Carlos sai uma dezena de minutos depois. “O campo não dava para os dois”, atira Pedro. “Pedi para sair para não o ofuscar”, remata Carlos. Preparem-se, daqui em diante será assim. Melhor do que futebol, é pingue-pongue. Do jogo que mais memórias lhe trazem é indiscutivelmente um 4-4 em Alvalade entre Sporting e Académica a 20 de Janeiro de 1985.

“Chovia a potes.”

“Se chovia, aquilo estava tudo alagado.”

“Quatro-quatro. Marcámos primeiro pelo Ribeiro.”

“Depois demos a volta, três-um.”

“Um do Saucedo.”

“E dois do Manel [Fernandes, claro].”

“Reduzimos, pelo Reinaldo.”

“Saucedo, 4-2.”

“Quatro-quatro em menos de dez minutos, por Reinaldo e Ribeiro. Esse último golo…”

“O remate do Ribeiro bateu em mim e desviou a trajectória. O Damas estava danado.”

“Eles [a apontar para o irmão antes de mencionar Mário Jorge] “tinham cá um medo do Damas.”

“Quando ele saía da baliza assim [faz cara de mau e mete a língua entre os dentes], bem... era cá uma cena.”

“Dava-nos calduços, não era?”

“Calduços e bem dados. Sempre que havia um defeito a apontar num lance ou outro, lá vinha ele. Mas ele era um ídolo, um verdadeiro ídolo. O maior. Defendia tudo o que era possível. Tinha 40 anos e aplicava-se como se fosse o mais novo da equipa. Dava o exemplo.”

Voltamos lá para dentro, para o XXL. Está a dar na íntegra o Athletic-Sporting e a conversa vai diminuir de intensidade. Golo do Sporting, 1-1. Golo do Athletic, 2-1. Intervalo. Yééééé, falemos de bola. Dos tempos em que Carlos e Pedro jogam no Sporting, em 1979/80, nos juniores.

“Fomos vice-campeões nacionais.”

“Perdemos com o Benfica.”

“Dessa equipa, subi eu e o Mário Jorge.”

“Eu não podia ficar não é? Manuel Fernandes, Manoel, Jordão. Fui prestar provas no Estoril. Era o José Torres o treinador. O treino era os mais experientes com os novatos. Optei por jogar a central. Se fosse a avançado, ainda hoje estava à espera que a bola me chegasse. Lá atrás, tinha jogo e depois avançava como podia [e faz o gesto de fugir à marcação como se se tratasse de um enguia]. Ia por ali fora. No final do treino, o José Torres chamou-me e disse-me que queria contar comigo. Respondi-lhe que sim mas que não era defesa-central. Começou aí.”

E quando é que os gémeos se juntam novamente? Na selecção nacional?

“Não havia espaço para nós dois.”

“Um ia, o outro ficava.”

“Fui internacional pela Académica, o último a sê-lo, e também pelo Estrela da Amadora, o primeiro de sempre [antes de Abel Xavier e Calado].”

“Jogámos juntos foi na selecção de Esperanças, na qualificação para o Europeu-84. Lembro-me.”

“Lembro-me de empatar na Polónia e na URSS, na véspera daqueles 5-0 com o Bento à baliza.”

“Também jogámos juntos na Académica. Em 1986/87.”

“Pois, vieste emprestado do Sporting, por decisão do Manuel José.”

“O quê? Lembras-te de termos marcado golo no mesmo jogo?”

“Não sei. Tu devias querer mas eu não deixava.”

“Isso é que era bom.”

Eles não param de se picar e duas páginas são manifestamente insuficientes para tanto pingue-pongue. Se quer mais, muito mais (XXL), vá à Rua Monte do Carmo. Entre e diga olá ao Pedro e ao Carlos. É fácil distingui-los.

“Eu tenho o cabelo penteado para a esquerda.”

“E eu para a direita.”

 

In ionline.pt

Taberna XXL. Quem não conhece, é ali para os lados da Linha, ao pé da Biblioteca Municipal de Cascais. Quem conhece, é ali para os lados da Linha, mesmo perto da Biblioteca Municipal de Cascais. Porque aquilo é bem escondido e só um GPS humano decifra o caminho à primeira. Ora bem, estamos na Taberna XXL onde existe a maior concentração de internacionais portugueses por metro quadrado. Estamos a falar dos irmãos gémeos Xavier, cujo reportório futebolístico não se compara ao jogo de cintura entre tachos e fogões. A Taberna XXL – é a terceira vez que o mencionamos, não será demais? por isso mesmo, a partir de agora é só XXL. Dizíamos nós, a taberna… Ups, o XXL é Xavier, Xavier e Luís, este com um reportório culinário invejável à falta de passado futebolístico. Apresentados os titulares da equipa local, passemos então aos visitantes: APS, Daniel Marinho, RMT e Xavier. O quê, outro Xavier? Não. Este Xavier é uma Xavier. Dos sete costados. Chama-se Ágata e é filha de Pedro, sobrinha de Carlos.

Pois é, estamos na casa dos Xavieres. Pedro e Carlos são os donos da Taberna (lá estamos nós a insistir) XXL, ali para os lados da Linha, ao pé da Biblioteca Municipal de Cascais. O GPS humano diz-nos que é na Rua Monte do Carmo. Aberto desde o Verão de 2011, é um local de petiscos. Rectificação: com grandes petiscos. Naquele espaço, estão reunidas as condições para um grande jogo. O primeiro a olhar para a televisão, perde o direito de atacar o prato seguinte. É quarta-feira, dia 9 de Maio, e a Sport TV passa o Athletic-Sporting. Os gémeos Pedro e Carlos não conseguem tirar os olhos do ecrã e a Ágata não consegue tirar uma fotografia decente do pai e do tio. Está tudo uma grande confusão, entre enquadramento para ali, endireitar o queixo para ali. Num segundo apenas, já um ou outro (não nos perguntem quais as diferenças entre Carlos e Pedro, se faz favor!) estão vidrados na televisão. E a fotografia, essa, não sai como devia. Só mais uma, só mais uma. Estamos reunidos no XXL (aleluia) para falar com os gémeos, ligados por um passado comum. Não, não é esse mais óbvio. Carlos e Pedro repartem um passado no Sporting e na Académica, os finalistas da Taça de Portugal de amanhã à tarde no Jamor (17h00 na RTP1).

Assim que a casa está mais vazia, os gémeos saltam lá para fora para as primeiras fotografias, de perfil, junto a uma parede branca. Num ambiente familiar, está bom de ver. Ágata pergunta-lhes pelas camisolas – é obrigação de Carlos trazer uma do Sporting e a de Pedro uma da Académica. Quando a resposta não é aquela que esperamos, lá sei vai a empatia criada pelos pimentos padrón, pelas moelas, pela linguiça, pela espetada São Valentim, pelos ovos com farinheira. “Mas então e as camisolas?” pergunta certa pessoa (não vamos aqui criar um dilema familiar, por isso abdicamos de apresentar qual dos Xavieres disse isto). “Eu tenho lá em casa mas não as encontrei?”, atira um. “No meu tempo não me davam camisolas, não é como agora. Também tenho uma lá em casa mas não sei onde está”, remata outro. ‘Tá bonito, ‘tá.

Bem, vamos lá ao que interessa. As fotos. Os gémeos estão fora do XXL e prontos para a conversa. Qual foi o vosso primeiro dérbi, digamos assim? Um pensa, o outro imagina (não nos perguntem quais as diferenças entre Carlos e Pedro, se faz favor!). E começam a falar, sem nunca se atropelarem um ao outro. Por alguma razão nasceram com dez minutos de diferença. Com ordem e progresso, tudo vai ao sítio. “Na primeira vez que nos defrontámos, não nos encontrámos. Eu saí do banco a um quarto de hora do fim” e “eu fiquei no banco o tempo todo”. Quem disse o quê? É Pedro Xavier quem é aposta de Mário Nunes num 0-0 entre Estoril e Sporting, em Dezembro de 1982, na 13.a jornada do campeonato nacional. E na segunda volta? Toma Pedro Xavier novamente a palavra. Com uma sucessão de factos assustadores.

“Aí fui expulso. Vermelho directo. Nunca mais me esqueci do árbitro Manuel Abreu [Santarém]. Desde o banco de suplentes. Há um lance de fora-de-jogo, fiz-lhe o gesto dos óculos e toma lá vermelho directo. A minha mãe está lá em cima, na bancada, e disse ‘deve ter sido o Pedro’. Lá fui mais cedo para o banho. Ainda na primeira parte [40 minutos]. Só fui expulso duas vezes. Aí, em Alvalade, e outra já na Académica, uns bons anos mais tarde, talvez 1987, 88 [em Novembro de 1987]. Em Coimbra, com o Espinho. Um brasileiro chamado Marcos António cuspiu-me na cara e eu fui à luta. Vermelho directo para os dois. Empatámos esse jogo dois-dois.”

Portanto, isso quer dizer que o primeiro dérbi Xavier é a… A 11 de Dezembro de 1983, num (outro) 0-0 entre Estoril e Sporting. Pedro entra a 23’ do fim, Carlos sai uma dezena de minutos depois. “O campo não dava para os dois”, atira Pedro. “Pedi para sair para não o ofuscar”, remata Carlos. Preparem-se, daqui em diante será assim. Melhor do que futebol, é pingue-pongue. Do jogo que mais memórias lhe trazem é indiscutivelmente um 4-4 em Alvalade entre Sporting e Académica a 20 de Janeiro de 1985.

“Chovia a potes.”

“Se chovia, aquilo estava tudo alagado.”

“Quatro-quatro. Marcámos primeiro pelo Ribeiro.”

“Depois demos a volta, três-um.”

“Um do Saucedo.”

“E dois do Manel [Fernandes, claro].”

“Reduzimos, pelo Reinaldo.”

“Saucedo, 4-2.”

“Quatro-quatro em menos de dez minutos, por Reinaldo e Ribeiro. Esse último golo…”

“O remate do Ribeiro bateu em mim e desviou a trajectória. O Damas estava danado.”

“Eles [a apontar para o irmão antes de mencionar Mário Jorge] “tinham cá um medo do Damas.”

“Quando ele saía da baliza assim [faz cara de mau e mete a língua entre os dentes], bem... era cá uma cena.”

“Dava-nos calduços, não era?”

“Calduços e bem dados. Sempre que havia um defeito a apontar num lance ou outro, lá vinha ele. Mas ele era um ídolo, um verdadeiro ídolo. O maior. Defendia tudo o que era possível. Tinha 40 anos e aplicava-se como se fosse o mais novo da equipa. Dava o exemplo.”

Voltamos lá para dentro, para o XXL. Está a dar na íntegra o Athletic-Sporting e a conversa vai diminuir de intensidade. Golo do Sporting, 1-1. Golo do Athletic, 2-1. Intervalo. Yééééé, falemos de bola. Dos tempos em que Carlos e Pedro jogam no Sporting, em 1979/80, nos juniores.

“Fomos vice-campeões nacionais.”

“Perdemos com o Benfica.”

“Dessa equipa, subi eu e o Mário Jorge.”

“Eu não podia ficar não é? Manuel Fernandes, Manoel, Jordão. Fui prestar provas no Estoril. Era o José Torres o treinador. O treino era os mais experientes com os novatos. Optei por jogar a central. Se fosse a avançado, ainda hoje estava à espera que a bola me chegasse. Lá atrás, tinha jogo e depois avançava como podia [e faz o gesto de fugir à marcação como se se tratasse de um enguia]. Ia por ali fora. No final do treino, o José Torres chamou-me e disse-me que queria contar comigo. Respondi-lhe que sim mas que não era defesa-central. Começou aí.”

E quando é que os gémeos se juntam novamente? Na selecção nacional?

“Não havia espaço para nós dois.”

“Um ia, o outro ficava.”

“Fui internacional pela Académica, o último a sê-lo, e também pelo Estrela da Amadora, o primeiro de sempre [antes de Abel Xavier e Calado].”

“Jogámos juntos foi na selecção de Esperanças, na qualificação para o Europeu-84. Lembro-me.”

“Lembro-me de empatar na Polónia e na URSS, na véspera daqueles 5-0 com o Bento à baliza.”

“Também jogámos juntos na Académica. Em 1986/87.”

“Pois, vieste emprestado do Sporting, por decisão do Manuel José.”

“O quê? Lembras-te de termos marcado golo no mesmo jogo?”

“Não sei. Tu devias querer mas eu não deixava.”

“Isso é que era bom.”

Eles não param de se picar e duas páginas são manifestamente insuficientes para tanto pingue-pongue. Se quer mais, muito mais (XXL), vá à Rua Monte do Carmo. Entre e diga olá ao Pedro e ao Carlos. É fácil distingui-los.

“Eu tenho o cabelo penteado para a esquerda.”

“E eu para a direita.”


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