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Terça, 25 Janeiro 2022
Bettencourt tentou agradar a gregos e troianos. E isso foi o seu tendão de Aquiles PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sábado, 06 Fevereiro 2010 22:15

100206_jebLeões desmentem Benfica e criticam-no. Mas o líder leonino tem um oceano de problemas para resolver quando atravessar o Atlântico

 

José Eduardo Bettencourt, o homem das altas esferas da economia, desceu à terra num vaivém populista para trazer paz ao universo leonino. E utilizou todas as armas de fé para devolver o clube aos sócios, até mesmo acompanhar o hino do Sporting (cantado por Dias Ferreira) com a camisola do clube, maracas na mão e pezinho maroto a acompanhar o ritmo da música, numa festa em Portimão. Nove meses depois, decidiu ir de férias com a família para o Brasil, tendo marcado a viagem no início de Janeiro. Antes, acordou a antecipação do jogo com o Benfica, para a Taça da Liga, com o alegado compromisso de ceder 30% da lotação (15 mil bilhetes) aos rivais. Para agradar a gregos e troianos. Mas isso foi o seu tendão de Aquiles. E, no domingo, tem oito horas de voo para conseguir as tréguas com os dois lados da barricada.



Luís Filipe Vieira, presidente dos encarnados, irritou-se com o suposto desvio do compromisso assumido. "Vem agora resguardar-se, faltando à palavra e ao pressuposto que levou o Benfica a aceitar a antecipação. Registamos a atitude", refere uma fonte das águias. Segundo o i apurou, a revolta não entronca nos bilhetes em si - quando os 6 mil que estão a caminho da Luz esgotarem, há mais em Alvalade - mas na quebra do alegado acordo. Na véspera, estão previstos pedidos para os adeptos compareceram em massa para apoiar a equipa. Mas questiona-se já se as conversas entre Sporting e FC Porto sobre uma solução unânime para a presidência da Liga ficaram apenas por esse tema.

As críticas, públicas ou em surdina, não são só externas. As três claques dos leões reuniram-se com Mário Patrício, director-geral do clube, no sentido de mostrarem o desacordo pela medida e recordarem a meia-final da Taça de Portugal em 2008, em que havia adeptos rivais espalhados por todo o estádio e em número elevado. Também a Associação de Adeptos pediu explicações, apontando incidentes recentes com as águias - comentários pós-final da Taça da Liga, recusa em ceder bilhetes num jogo das meias-finais do campeonato de andebol ou as pedradas na partida decisiva dos juniores - para se declarar contra a possibilidade de dar mais bilhetes do que os obrigatórios por lei.

Mais: existe um grupos de sócios a estudar a hipótese de reunir assinaturas e convocar eleições antecipadas. Internamente têm sido mais os problemas do que as soluções e tão depressa se defende uma posição como se recua e se passa a outra. Bettencourt, com culpas mas vítima da cultura do clube, tem um oceano de problemas por resolver, igual ao que atravessará no regresso a Lisboa. Para acalmar ânimos, a comunicação leonina tentou funcionar e uma fonte defendeu que "nunca ficou definida uma percentagem de bilhetes", mas que, num jogo de alto risco, 30% é algo vedado pelas autoridades. "O Benfica parece interessado em desestabilizar o futebol português", acrescenta.

 

In ionline


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