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Terceira pior série de sempre PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sexta, 19 Fevereiro 2010 10:21

carvalhalO Sporting não conquistou uma única vitória nos últimos seis encontros que disputou. Este

o balanço catastrófico das últimas três semanas dos verdes e brancos, uma fase negra como poucas na história do clube. Antes, apenas em duas ocasiões os resultados tinham sido piores: em 1966/67 e em 1990/91.

A meio da década de 60, com um plantel onde evoluíam alguns elementos da brilhante campanha da Selecção Nacional no Mundial de 66, o descalabro leonino começava com uma deslocação a Budapeste, frente ao Vasas, expoente máximo daquele que, na altura, era considerado o melhor futebol da Europa.

Se no Mundial, os Magriços tinham batido a Hungria por 3-1, na competição de clubes a lógica vingou. E de que maneira... 5-0 foi o resultado final, a primeira de sete partidas sem vitória que se traduziram num verdadeiro descalabro: um inglório e por esses tempos invulgar quarto lugar no campeonato nacional. Nessa série de sete jogos sem vencer, entre 5 de Outubro e 20 de Novembro de 1966, contaram-se, tal como na série actual, uma derrota com o Benfica por três golos de desvantagem e outra com o FC Porto.

A pior série da história viria alguns anos depois, em 1990/91, com Marinho Peres ao leme. Nessa altura, porém, o contexto foi diferente: ocorreu já numa fase adiantada da temporada, com o campeonato dado como perdido e uma aposta declarada na Taça UEFA, onde se avizinhavam promissoras meias-finais frente ao Inter de Milão. A promessa não se cumpriu, o Sporting foi eliminado pelos italianos sem ganhar nenhum jogo e, pelo meio, somou vários desaires na prova caseira, entre os quais um empate com o Benfica (mais uma vez...). Em nenhuma das situações a crise apertava tanto como agora: se o Sporting não vencer em Olhão, iguala a série negativa de 66/67. A seguir, recebe o Everton em Alvalade.

Jogo a jogo

A pior série

06.04.91 Chaves (C) 1-1

10.04.91 Inter Milão (C) 0-0

14.04.91 Tirsense (F) 0-0

20.04.91 FC Porto (C) 0-2

24.04.91 Inter Milão (F) 0-2

28.04.91 Farense (C) 0-1

05.05.91 Benfica (F) 1-1

12.05.91 Marítimo (C) 0-0

19.05.91 Beira Mar (F) 1-0

A segunda pior

05.10.66 Vasas Budapeste (F) 0-5

09.10.66 Benfica (F) 0-3

12.10.66 Vasas Budapeste (C) 0-2

16.10.66 Setúbal (C) 1-1

23.10.66 Belenenses (F) 1-1

30.10.66 FC Porto (C) 1-1

06.11.66 FC Porto (F) 0-1

20.11.66 Beira Mar (C) 2-0

A série actual

29.01.10 Braga (F) 0-1

02.02.10 FC Porto (F) 2-5

09.02.10 Benfica (C) 1-4

06.02.10 Académica (C) 1-2

12.02.10 P. Ferreira (F) 0-0

16.02.10 Everton (F) 1-2

 

Eles viveram por dentro

Carvalho
Os guarda-redes sentem mais a crise


Na fase negra de 66/67, Carvalho era o guarda-redes leonino. Uma posição ainda mais ingrata quando os resultados não aparecem. "É uma posição chata, porque é de grande responsabilidade", explica um guardião que tem acompanhado a par e passo a evolução de Rui Patrício, ou não fosse quem o "descobriu" no modesto Marrazes. "À primeira vez que o vi gostei logo dele e disse para o irem buscar. Ele agora anda um bocado nervoso, mas tenho-lhe dito para ter calma, para ser humilde e, sobretudo, para aceitar as críticas", conta Carvalho, frisando que, naquela altura, se sentiam mais as derrotas: "Nós ganhávamos pouco e o dinheiro dos prémios de jogo fazia falta em casa. Agora não..."

Fernando Mendes
Olhar para o infinito à espera que passe

Fernando Mendes, médio-interior direito que viveu por dentro a crise dos anos 60, confidencia: "São alturas em que apetece olhar para o infinito e perguntar: mas quando é que esta porcaria muda?" Os jogadores têm dificuldades em compreender o que se passa à volta deles. "São momentos de tristeza e amargura. Todos eles têm sentido profissional, embora na altura talvez sentissem mais os momentos maus do que agora", afirma, sobre um clube que "está sempre habituado a ganhar" e que, como tal, "não sente como normal" tanto desaire seguido: "A melhor maneira de ultrapassar uma situação destas é olhar para o historial do clube e ter consciência do respeito que o Sporting merece."

Venâncio
Meias-finais da UEFA abafaram a queda


A série negra de 90/91 não teve o mesmo poder mediático que a actual. Afinal de contas, o Sporting tinha acabado de chegar às meias-finais da Taça UEFA. "Não se falava tanto. As meias-finais jogaram a nosso favor e, além disso, a época já estava a acabar", assinala Venâncio, central habitualmente titular. "Os jogadores são sempre quem sofre mais com estas situações. São eles que trabalham, que treinam todos os dias, que dão o corpo ao manifesto. Para eles é doloroso", explica, com perfeito conhecimento de causa. "Num clube com este historial não se pode baixar os braços", adianta ainda, como receita para uma crise que, naquela altura, "só terminou com a chegada das férias".

Cadete
Intranquilidade é um trunfo do adversário


Uma série negra é como uma bola de neve, pois, como afirma Jorge Cadete, a intranquilidade que se gera é mais um factor a contribuir para a crise se agudizar. "Os adversários tentam explorar a nossa intranquilidade. Já sabem que, se o Sporting não marcar cedo, é natural que se intranquilize mais", explica o avançado da equipa de 90/91, compreensivo para com o estado de espírito dos jogadores. "Isto mexe bastante com os atletas, nos jogos e nos treinos. Mexe com o moral, com os índices de confiança e com o apoio dos adeptos", diz, confiante num bom resultado em Olhão: "Há lá muitos adeptos do Sporting e vão puxar pela equipa..."

 

In ojogo.pt

O Sporting não conquistou uma única vitória nos últimos seis encontros que disputou. Este o balanço catastrófico das últimas três semanas dos verdes e brancos, uma fase negra como poucas na história do clube. Antes, apenas em duas ocasiões os resultados tinham sido piores: em 1966/67 e em 1990/91.

A meio da década de 60, com um plantel onde evoluíam alguns elementos da brilhante campanha da Selecção Nacional no Mundial de 66, o descalabro leonino começava com uma deslocação a Budapeste, frente ao Vasas, expoente máximo daquele que, na altura, era considerado o melhor futebol da Europa. Se no Mundial, os Magriços tinham batido a Hungria por 3-1, na competição de clubes a lógica vingou. E de que maneira... 5-0 foi o resultado final, a primeira de sete partidas sem vitória que se traduziram num verdadeiro descalabro: um inglório e por esses tempos invulgar quarto lugar no campeonato nacional. Nessa série de sete jogos sem vencer, entre 5 de Outubro e 20 de Novembro de 1966, contaram-se, tal como na série actual, uma derrota com o Benfica por três golos de desvantagem e outra com o FC Porto.

A pior série da história viria alguns anos depois, em 1990/91, com Marinho Peres ao leme. Nessa altura, porém, o contexto foi diferente: ocorreu já numa fase adiantada da temporada, com o campeonato dado como perdido e uma aposta declarada na Taça UEFA, onde se avizinhavam promissoras meias-finais frente ao Inter de Milão. A promessa não se cumpriu, o Sporting foi eliminado pelos italianos sem ganhar nenhum jogo e, pelo meio, somou vários desaires na prova caseira, entre os quais um empate com o Benfica (mais uma vez...). Em nenhuma das situações a crise apertava tanto como agora: se o Sporting não vencer em Olhão, iguala a série negativa de 66/67. A seguir, recebe o Everton em Alvalade.

 

Jogo a jogo

 

A pior série

06.04.91 Chaves (C) 1-1

10.04.91 Inter Milão (C) 0-0

14.04.91 Tirsense (F) 0-0

20.04.91 FC Porto (C) 0-2

24.04.91 Inter Milão (F) 0-2

28.04.91 Farense (C) 0-1

05.05.91 Benfica (F) 1-1

12.05.91 Marítimo (C) 0-0

19.05.91 Beira Mar (F) 1-0

 

A segunda pior

05.10.66 Vasas Budapeste (F) 0-5

09.10.66 Benfica (F) 0-3

12.10.66 Vasas Budapeste (C) 0-2

16.10.66 Setúbal (C) 1-1

23.10.66 Belenenses (F) 1-1

30.10.66 FC Porto (C) 1-1

06.11.66 FC Porto (F) 0-1

20.11.66 Beira Mar (C) 2-0

 

A série actual

29.01.10 Braga (F) 0-1

02.02.10 FC Porto (F) 2-5

09.02.10 Benfica (C) 1-4

06.02.10 Académica (C) 1-2

12.02.10 P. Ferreira (F) 0-0

16.02.10 Everton (F) 1-2


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