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Segunda, 06 Dezembro 2021
Sporting. O foguetão criado pela NASA tem falta de motor, asas e direcção PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Terça, 17 Agosto 2010 13:13
100817_paulo_sergioPaulo Sérgio não demorou a montar na Academia de Alcochete todo o material utilizado em observações a adversários e imagens de treinos e jogos. Um material que vinha de Paços de Ferreira, um material que passou por Guimarães, um material que parou agora na capital. Um material que até ganhou uma alcunha - o gabinete NASA. Durante a pré-época, e sobretudo depois dos particulares, os jogadores do Sporting foram ganhando o hábito de trabalhar mais fora de campo na preparação dos jogos.

Problema: na primeira demonstração nacional do novo projecto (que ainda teve demasiadas experiências à mistura), o resultado foi nulo. Após o entusiasmo de Julho chegou a decepção de Agosto. E até Setembro, mês do primeiro dérbi, há mais três exibições do protótipo leonino. Que tem aspectos positivos entre deficiências gritantes que emperram toda a máquina.

Motor sem combustão
Ao apostar claramente em dois homens na frente mas sem recorrer ao losango consagrado por Paulo Bento nas últimas épocas, o novo treinador leonino acabou por ganhar um problema: se o meio-campo não carburar, a equipa emperra. Daniel Carriço, a surpresa apresentada para ocupar o posto de Pedro Mendes, não tem rotinas de médio e Maniche viu-se obrigado a fazer um jogo mais posicional, sem conseguir chegar tantas vezes à entrada do último terço atacante para usar a boa meia distância. E nem com a passagem de Matías para o centro essa falha foi reparada.

Asas sem dimensão
Matías Fernández e Valdés assumiram as alas no lugar de Yannick e Vukcevic. Estratégia ou mera poupança para a partida da Liga Europa, com o Brondby, o foguetão leonino não levantou voo por onde devia. As constantes subidas dos laterais, sobretudo de João Pereira, servem para disfarçar as características dos chilenos (preferem jogar de dentro para fora em vez de partirem de fora para dentro) mas, ainda assim, dez encontros da pré-temporada não serviram para resolver o problema de raiz da máquina: a falta de extremos. Paulo Sérgio mexeu durante o jogo mas não teve qualquer resultado prático.

Torres sem precisão
A entrada de Nuno André Coelho - não fez uma má exibição mas esteve ligado aos lances de perigo pacenses - deu mais altura à equipa lisboeta e isso acabou por notar--se bem nas bolas paradas. Mas a verdade é que não basta subir mais alto do que os adversários quando a mira está desafinada. E com mais um pormenor no mínimo estranho: Polga, central que nunca conseguiu marcar golos na Liga (só na própria baliza) em mais de 200 partidas, foi o elemento solicitado com maior frequência.

Estrutura sem reacção
Depois da boa primeira parte (com várias oportunidades), o Sporting paralisou com a melhor entrada do P. Ferreira no período complementar e congelou de vez após o 1-0. Os leões têm argumentos para agir mas não sabem reagir às adversidades, em termos de jogo, atitude e substituições. E o foguetão volta ao ponto de partida...

 

In www.ionline.pt


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