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Paulo Sérgio: «Não vim para estar a chorar pelos cantos» PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Quarta, 08 Setembro 2010 17:55
100718_Paulo_SergioFaltou o avançado desejado, o já famoso "pinheiro", mas Paulo Sérgio garante que isso nunca será motivo para desvios de ambição. Essa mesma garantia foi deixada pelo técnico do Sporting na entrevista divulgada ontem pelo sítio oficial do clube na internet. Entre o balanço positivo do curto percurso percorrido em 2010/11 e os lamentos pelos "desnecessários" sustos vividos, Paulo Sérgio deixa claro, olhando para o actual plantel: "Temos de potenciar o que temos, não vou chorar pelos cantos!"

"Não vim para o Sporting para me lamentar, para ter falinhas mansas e chorar pelos cantos. As pessoas tentaram apetrechar a equipa o melhor que conseguiram, mas não foi possível. Agora, jamais vou falar do que não veio. A nossa postura é potenciar o que temos, dando confiança para que resolvam os nossos problemas. Espero mais um pouco de todos eles. Temos uma força que não sabemos medir, e é preciso procurar dar um pouco de mais", atirou.


Para já, Paulo Sérgio mostra-se agradado com o trajecto do leão. "Faço um balanço francamente positivo num contexto bastante difícil, pois o ano de Mundial influenciou tudo: incerteza nas saídas, atletas nossos em que o mercado tinha interesse, as entradas em 'timings' diferenciados, os níveis de forma diferentes neste início de época e os regressos dos nossos mundialistas, tudo complicou. A capacidade de intervir no mercado também foi menor face aos nossos concorrentes", acrescentou.

Fica o lamento pelos pontos perdidos em Paços de Ferreira, na primeira jornada da Liga ZON Sagres: "A única coisa francamente negativa foi a perda dos três pontos em Paços de Ferreira, já que, na derrota em casa com o Brondby, tivemos a capacidade para dar a volta."

"Fizemos uma pré-época positiva, um início das provas algo titubeante, a derrota de Paços de Ferreira, depois a vitória difícil com o Nordsjaelland, que gerou alguma intranquilidade, seguida da derrota em casa com o Brondby... Quebrámos uma onda bastante positiva que vínhamos criando. Não deixámos de ter atitude, crença naquilo que temos vindo a fazer, e conseguimos dar uma resposta excelente. Não há memória de um feito como o que alcançámos com o Brondby", sublinhou.

"Grandes reforços"

Pedro Mendes e Izmailov têm sido baixas de vulto no início da presente temporada, por lesão, facto lamentado pelo técnico Paulo Sérgio, que vê neles "dois grandes reforços". "Serão, de facto, dois grandes reforços. O Sporting ficará uma equipa ainda mais forte com dois jogadores de reconhecido talento e capacidade. Em termos clínicos, as lesões não estão ainda completamente debeladas. O Pedro Mendes encontra-se mais próximo da recuperação, o Izmailov está agora, depois de um tempo longo de paragem, a recuperar a massa muscular para depois submeter o joelho a carga e ver a reacção. Esperamos que o joelho responda de forma positiva. Sinto vontade, da parte dele, de ajudar. Queríamos ter os reforços para ontem, mas há etapas que não se podem saltar, e as coisas devem ser feitas em devido tempo para evitar reveses", ressalvou.

Aprendeu com assobios

Confiança no futuro não falta a Paulo Sérgio para o ciclo "difícil" que aí vem. "O segredo do sucesso: a confiança! Temos de ter qualidade, capacidade, humildade, trabalhar muito e entrega. Queremos dar alegrias aos adeptos, que me deram uma lição ao assobiarem no fim do jogo. Pedi, e fizeram-no", disse lembrando o jogo com o Brondby em Alvalade.

Formação é lema

O reforço do plantel leonino na presente época passou pelo ingresso de jogadores experientes como Maniche ou Valdés, mas Paulo Sérgio recusa a ideia de que o Sporting abandonou a "política de formação". "Jamais deixará de ser um clube formador, a estrutura de Alcochete é um exemplo. As pessoas têm de perceber que nem todos os anos saem Cristianos Ronaldos ou Quaresmas, um talento tal que se imponha logo. Quando assim não acontece, há um processo diferente. A actual equipa de juniores já é mais talentosa... Não é uma alteração da política, apenas uma modificação do momento em que houve necessidade de ir mais ao mercado. A política manter-se-á", afiançou.

"Espero grande época de Postiga, Matías e Vukcevic"

Há jogadores em défice de rendimento no Sporting, conclui Paulo Sérgio, que aponta nomes e expectativas sobre os mesmos para a época em curso: "Espero uma grande época do Postiga, do Matías Fernández e do Vukcevic." "Quero que todos subam de rendimento, e a nossa convicção é que há jogadores com capacidade tremenda. Por exemplo, o Postiga é um jogador de 'top', faz coisas que, em Portugal, poucos fazem, tem qualidade técnica fantástica e já percebeu, tal como outros, como o Matías Fernández ou o Vukcevic, que a capacidade técnica nunca aparecerá fora daquilo que é a estratégia grupal. Acredito que eles, que, no clube, em termos de estatuto, estavam um pouco apagados, vão fazer uma grande temporada, pois nós precisamos deles, precisamos de todos. Temos um Saleiro... quero que seja a época da definitiva afirmação, acredito nas potencialidades dele. O perfume do futebol é evidente, mas quero que perca um pouco disso; quero mais raça", apontou.

"Rui não tem mais pressão e Timo não será mais um"

Estará o lugar de Rui Patrício, na defesa das redes leoninas, em causa com a contratação do internacional alemão Timo Hildebrand? A questão foi prontamente respondida pelo técnico Paulo Sérgio, que, defende, se sente "tranquilo e confiante" face às opções que possui para a baliza das suas cores. Mas ficam reparos no ar: para o jovem formado na Academia, pois tem de se tornar "mais sereno", e para o germânico, que não pode pensar ter ingressado em Alvalade com a "garantia" de ser titular.

"Tínhamos o nome do Hildebrand referenciado há mês e meio e foi uma possibilidade que se manteve... Com a saída de Stojkovic para a Sérvia [rumo ao Partizan], ficámos com uma vaga. O Hildebrand tem créditos firmados e fez grandes trabalhos por onde passou, mas ninguém vem para as minhas equipas com o lugar garantido; expliquei-lhe isso mesmo. Tenho toda a confiança no Tiago e no Rui Patrício, que tem feito um trabalho excelente. Cometeu um erro em casa com o Brondby, mas as pessoas esqueceram-se de fazer elogios quando, com 1-0 na Dinamarca, fez uma defesa fantástica. Tem um potencial tremendo, tento torná-lo uma pessoa mais sóbria e serena para não fazer tudo a 200 à hora. A breve prazo estará na Selecção A. Não há qualquer pressão sobre o Rui Patrício pela chegada do Hildebrand, e este não é mais um. Os dois têm grande qualidade, sem esquecer o Tiago", recordou.

Também o médio Tales de Souza mereceu uma análise técnica de Paulo Sérgio. "É um miúdo. É o jogador mais internacional de todos os tempos nas selecções brasileiras. É para desenvolver e tem grande talento. Não vamos criar qualquer expectativa fora de tempo. Há a possibilidade de ficar livre dentro de pouco tempo, e o Sporting vai beneficiar se ele confirmar essa evolução", enalteceu.

Stoi não soube que contava

Stojkovic, guardião internacional sérvio cedido ao Partizan, abandonou o clube sem saber se Paulo Sérgio contava ou não com os seus serviços, quando, revela o técnico, até se perspectivava a continuidade em Alvalade. "É uma situação complicada... Não o conhecia, sabia de algumas histórias, mas o que está para trás, a mim não me diz nada. Comecei a conhecer o Stojkovic, com quem me dei lindamente. Em termos de empenho e de ligação social, não tenho nada a apontar. Comecei a ver as suas qualidades. Tecnicamente não cumpre com os requisitos que a boa escola manda, mas tem outras coisas: é eficaz, muito grande e ocupa muito a baliza. Numa altura em que pensava que íamos ficar com o Stoi, apareceu a hipótese da Sérvia, sobre a qual ele não falou comigo. Não me perguntou: 'Paulo, contas comigo? Tenho hipótese de lutar pelo lugar?' Não houve esta conversa, meteu na cabeça que queria ir e decidiu com o director do futebol, o Costinha. Tomou essa decisão. Nem um 'até amanhã', mas não lhe levo a mal. Seguiu a vida dele. Mesmo não tendo esses requisitos técnicos, tem potencial para ser guarda-redes do Sporting no futuro próximo", defende.

Situação distinta foi a de Pongolle, que rumou ao Saragoça. "Tentámos puxar por ele, colocá-lo num nível alto. O melhor para o Sporting foi ele ir jogar. Está no activo, à vista, quiçá possa ser recuperado o investimento e libertámos um vencimento importante, que poderia abrir à entrada de um outro. Não antevia muitas possibilidades de sucesso dentro do que são as minhas ideias e convicções do que é uma equipa de futebol", frisou. Quanto a Tonel: "Não escondeu que queria sair, foi claro. É um jogador de carácter excepcional, é profissional."

 

In ojogo.pt


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