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Izmailov atacado pela maldição da camisola 7 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sábado, 25 Setembro 2010 10:44
100925camisola7Há quem associe o sete às maravilhas do mundo, aos pecados capitais, aos dias da Criação ou da semana, mas, cá pelo nosso futebol, este algarismo teima em ficar cada vez mais ligado à camisola maldita do Sporting que, inclemente, castiga com lesões (e não só!) quem a enverga. E ela aí está de novo, como um fantasma que volta a arrepiar os leões, em especial o actual detentor do número, Marat Izmailov. Na próxima segunda-feira, o internacional russo terá de se submeter a nova operação ao joelho direito - será a segunda em pouco mais de um ano - e é baixa confirmada por três meses, conforme comunicou ontem a SAD de Alvalade à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (ver comunicado na peça em anexo), o que equivale a dizer que só em Janeiro, no início de 2011, o médio-ofensivo estará pronto para voltar a competir.


Na sua quarta época ao serviço do emblema de Alvalade, Izma nunca foi alheio a limitações de ordem física, factor que muito tem condicionado o percurso de um atleta de calibre inquestionável. Tal como O JOGO oportunamente lembrou na sua edição de ontem, o centrocampista já em Julho do ano passado foi sujeito a uma primeira operação, em Munique, ao tendão rotuliano do joelho direito, parando por seis meses. Com Izma nunca totalmente refeito da lesão - continuou a referir queixas que o afastaram do treino regular a partir de Março da época passada e, mais tarde, na pré-temporada, já sob o comando de Paulo Sérgio -, o tratamento conservador entretanto ministrado não foi suficiente para evitar nova cirurgia, outra vez na Alemanha e sob a responsabilidade do especialista Ludwig Seebauer.

Sobre o tema, Gomes Pereira, director clínico leonino, nada adiantou além do oficialmente comunicado pelo clube, sustentando: "Temos um acordo com o atleta, e há sigilos clínicos a manter." Por sua vez, o director para o futebol, Costinha, cuja relação com Izmailov sofreu danos na época passada, falou da relevância do russo: "Os atletas são parte integrante do Sporting e, como tenho dito desde que estou no clube, todos os jogadores com contrato e que estão no plantel são importantes. O Marat está no plantel, logo é importante."

Número pendurado durante quatro anos

Este é só mais um episódio de uma série que está em exibição em Alvalade vai para 14 anos e na qual figuram nada menos do que seis atletas, muitos dos quais marcantes na história do emblema leonino, ainda que, na sua larga maioria, fustigados pelos tais problemas físicos, já uma imagem de marca do sete verde e branco. Mesmo os menos supersticiosos não resistiram às desditas provocadas pelo dorsal em questão. No final da época 2002/03, Marius Niculae cansou-se de passar tempo a mais na enfermaria e, contando com o total suporte das estruturas dirigente e técnica, adoptou o nove, número clássico de ponta-de-lança, entretanto deixado vago por Kutuzov. Foi então que na Academia foram assumidos e temidos os efeitos do número então já encarado como indesejado. Passaram-se quatro temporadas sem que a malfazeja camisola fosse atribuída, uma medida tomada em consciência pela SAD verde e branca, até que, no Verão de 2007, Izmailov ingressou no Sporting e foi dada nova chance ao sete, fechado que estava a sete chaves no cacifo.

Desde então até agora, é também já considerável o histórico do médio no que a problemas físicos concerne, entrando pela sala de operações pela segunda vez em pouco mais de um ano. Coincidência ou não, a maldição voltou a atacar e a fazer estragos. Resta saber se, quando se recompuser, Izmailov quererá continuar de sete às costas...

E vão 6 vítimas!

Izmailov

Depois de ter acusado alguns problemas físicos que o haviam obrigado a curtos períodos de inactividade, Marat Izmailov queixou-se de dores no tendão rotuliano do joelho direito, sujeitando-se a uma primeira intervenção cirúrgica numa clínica em Munique, Alemanha. Apontado como uma das maiores promessas do futebol russo, o futebolista, hoje com 28 anos, tornou a referiu dores insuportáveis na articulação em Março da época passada e, depois, na fase inicial dos trabalhos de pré-temporada. A terapêutica aplicada não evitou o derradeiro recurso - mais uma operação, novamente em solo germânico.

Sá Pinto 1996/97 e 2000/01

O antigo internacional e ex-director-desportivo leonino conquistou como poucos as bancadas de Alvalade, mas foi a primeira vítima do sete... e duas vezes. Os azares começaram em Março de 1997, embora não por o corpo lhe falhar (agrediu o então seleccionador nacional Artur Jorge). Na segunda passagem pelo Sporting, lesionou-se com gravidade no joelho direito a 9 de Dezembro de 2000. No Verão de 2002, passou a usar o dez no dorso. Disse adeus ao algarismo cruel, mas levou ainda mais algum tempo a despedir-se das lesões...

Iordanov 1997/98

Outro jogador carismático, popular como poucos entre sócios e adeptos verdes e brancos, o búlgaro chegou a capitanear o colectivo, mas viu ser-lhe diagnosticada esclerose múltipla, doença degenerativa do sistema nervoso central. A maleita manifestou-se pela primeira vez a 10 Setembro de 1997, antes de um Bulgária-Rússia. Valente como sempre, Iorda lutou como pôde dentro de campo contra o avanço da sua condição e ainda celebrou a quebra do jejum de campeonatos em 1999/2000. Nessa altura... já tinha o dorsal 9.

Leandro 1998/99

Com talento e irreverência, qualidades que detinha em doses generosas e praticamente equivalentes, o dianteiro usou a camisola 18 na época de estreia no Sporting, em 1997/98, mas depois resolveu mudar... E começou a sentir o peso da sete logo na pré-temporada de 1998/99, ressentindo-se de lesão contraída no final da época anterior. O rendimento, a relação difícil que manteve com a equipa técnica liderada por Mirko Jozic e as incursões nocturnas envolveram-no numa espiral negativa marcada pela indisciplina e que acabou por atirá-lo para fora de Alvalade, primeiro a título provisório e, mais tarde, em definitivo.

Delfim 1999/2000

Contratado ao Boavista em 1998, o promissor médio-centro começou com o seis, mas na época seguinte passou um número à frente na camisola, e a sua carreira entrou num colapso do qual só recuperaria em definitivo daí por anos e já fora do Sporting. Magoou-se no menisco externo da perna direita logo num particular a 11 de Agosto de 1999 e foi operado dois dias volvidos. Voltou à sala de operações em mais duas ocasiões no ano seguinte. O amarantino deixaria o sete para voltar a vestir o seis...

Niculae 2001-2003

O romeno também não deve sorrir quando o sete é tema de conversa. O esquerdino estava a causar sensação na sua primeira estação em Alvalade (2001/02) quando viu abruptamente interrompida a época: fez uma rotura dos ligamentos cruzados do joelho esquerdo a 22 de Dezembro. Mas a coisa não ficou por aqui. Quase um ano depois, foi pisado num treino e sofreu uma fractura do quinto metatarso do pé direito, uma lesão que se voltaria a repetir meses depois. Farto do fantasma, mudou para o nove.

 

In ojogo.pt


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