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Sábado, 28 Janeiro 2023
A época em que os "ovs" faziam furor no FC Porto e no Sporting PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Quinta, 30 Setembro 2010 15:04
Kostadinov e Balakov foram estrelas Foto: Balakovde dragões e leões nos anos 90. Hoje, os dois clubes regressam à Bulgária. É hora de recordações

Sabe quantos búlgaros há actualmente no principal escalão português? Não vale a pena pensar muito porque dificilmente conseguiria dizer um nome. O mercado búlgaro deixou de ser alvo dos clubes portugueses e esta época não há um único jogador a perpetuar uma tradição que teve em Kostov (Sporting) o principal fundador em 1982.

Nem sempre foi assim. Recuando 20 anos, encontramos 12 futebolistas búlgaros em oito das 20 equipas do então Campeonato Nacional. E ainda não havia Iordanov, por exemplo.

O futebol búlgaro era apetecível e FC Porto e Sporting lançaram-se à descoberta. Pinto da Costa e Sousa Cintra não sabiam mas estavam a contratar dois dos melhores estrangeiros que passaram pelo país.

Às Antas chegou Emil Kostadinov, um avançado de 23 anos que actuava no CSKA Sófia ao lado de Stoichkov e Penev. Pelo adversário de hoje do FC Porto, chegou a uma meia-final da Taça das Taças. Pelos dragões, tornou-se numa das maiores ameaças do futebol português. Até 1994/95, marcou 44 golos em 117 jogos e conquistou três campeonatos nacionais, apesar de na última temporada só ter estado em dois encontros.

Rui Jorge, colega da equipa de Kostadinov no FC Porto, recordou ao i a importância que o búlgaro tinha no plantel: "Era um jogador que se destacava pela velocidade. Era muito rápido no contra--ataque e isso fazia diferença. Além do mais, era um exemplo, tanto no jogo como no treino." E Balakov? "Nunca joguei com o Balakov mas deu para perceber o impacto que teve no clube quando lá cheguei (1998/99), pela empatia que tinha criado com os adeptos".

É caso para isso. Balakov não era um avançado, mas também tinha veia goleadora, culpa dos livres directos e penáltis. Cadete foi durante muito tempo o principal beneficiário das assistências do criativo búlgaro: "Era o alimento do avançado. Tinha uma capacidade técnica notável e depois destacava-se nos lances de bola parada. Foi um dos melhores estrangeiros que passaram pelo futebol português, sem dúvida."

Ao contrário de Kostadinov, não teve sucesso colectivo, conquistando apenas uma Taça de Portugal em 1994/95, no ano de despedida, antes de sair para o Estugarda. Ainda assim, aquele jogador de 24 anos que Cintra contratou ao Etar Tarnovo em 1990 continua a ser considerado o último grande número 10 do Sporting.

 

In inline.pt

 


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