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Taça UEFA: Rangers-Sporting, 0-0 PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Quinta, 03 Abril 2008 22:37

080404_rangersTudo adiado para Lisboa.

Rangers e Sporting conseguiram satisfazer os primeiros pedidos dos respectivos treinadores para o jogo da primeira mão dos quartos-de-final da Taça UEFA, que era não sofrer golos, mas falharam nos segundos, que era marcá-los, deixando a eliminatória em aberto para o segundo jogo em Alvalade. Um embate clássico entre o futebol continental e o futebol britânico, com o vencedor adiado par o segundo jogo em Lisboa.

Paulo Bento e Walter Smith não reservaram surpresas nos onzes iniciais, com o português a voltar juntar Vukcevic a Liedson na frente de ataque, enquanto o escocês apostava em Darcherville como único homem mais adiantado.

 

Os leões entraram muito bem no jogo, depois de um pequeno susto com o levezinho, após choque com Cuellar, a tentar provar que a técnica pode ser superior à força, com passes precisos, ao primeiro toque e boas desmarcações, a deixar os escoceses à beira de um ataque de nervos. Sem criar oportunidades de golo, o Sporting montou um verdadeiro carrocel que silenciou as bancadas de Ibrox ao ponto dos cerca de duzentos adeptos que vieram de Lisboa conseguirem fazer-se ouvir. Ao fim de quinze minutos, o Rangers não tinha conseguido melhor do que um remate de muito longe de Hemdani.

A reacção dos escoceses veio primeiro das bancadas, com intensos protestos dos adeptos, por não estarem a gostar de ver a sua equipa sem bola. Mas rapidamente se estendeu ao relvado, com os jogadores a apertarem nas marcações, com um jogo mais duro, muitas vezes no limite, como é exemplo uma entrada de Ferguson sobre Moutinho. A verdade é que os escoceses conseguiram equilibrar a contenda, obrigando o Sporting a jogar pior, com muitos pontapés para a frente. Uma arrancada de Darcherville pela esquerda empolgou pela primeira vez as bancadas de Ibrox, com o francês a passar por Grimi e a entrar na área pela linha de fundo. Valeu um corte providencial de Tonel, mas era um sinal de que o jogo estava a virar.

Mais confiantes, os escoceses esqueceram a luta a meio-campo, optando por longos pontapés em balão como a melhor forma de levar a bola até à área de Patrício. Num desses lances, o guarda-redes atrapalhou-se com Miguel Veloso, mas surgiu Grimi a salvar. Apesar do domínio inicial, a verdade é que o primeiro remate do Sporting só surgiu aos 37 minutos, pelos pés de Vukcevic, sem força e à figura. O jogo estava agora mais aberto e Liedson também conseguiu espaço para visar a baliza de McGregor. Mas os últimos instantes da primeira parte, voltaram a pertencer aos escoceses com dois lances de McCulloch a obrigarem Patrício a aplicar-se antes do intervalo.

Djaló trouxe nova dinâmica

O jogo seguiu na mesma toada na segunda parte, com o Rangers a tentar marcar o ritmo, mas a abrir espaços para rápidos contra-ataques do Sporting, com destaque para uma arrancada de Grimi que quase terminou em golo. Os escoceses jogavam agora mais perto da área de Patrício, mas cediam mais terreno livre para os leões partirem para o ataque. Agora era o Sporting que jogava no erro do Rangers, procurando explorar as fraquezas de Davis, muito perdulário, e de Thompson, o herói do jogo com o Celtic, visivelmente em quebra física. Paulo Bento tentou forçar, refrescando a equipa com Pereirinha e Yannick para os lugares de Izmailov e Vukcevic. Walter Smith respondia com troca de avançados, com Nacho Novo a render Darcherville.

O jogo acabou com o Sporting, outra vez, no comando, e muitos escoceses já não viram a combinação entre Djaló e Liedson, nem a cabeçada de Tonel às malhas laterais. O Sporting regressa, assim, a Lisboa incólume, mas com um resultado perigoso: os leões têm que ganhar para passar a eliminatória, enquanto os escoceses podem seguir em frente com um empate com golos.

 

Ficha do Jogo

 

ESTÁDIO: Ibrox Park (Glasgow, Escócia)  •  ESPECTADORES: Cerca de 48.923
DATA: 3 de Abril de 2008  •  HORAS: 19h45
ÁRBITRO: Yuri Baskakov (Rússia)
AUXILIARES: Tihon Kalugin e Anton Averianov  •  4.º ÁRBITRO: Stanislav Sukhina

Constituição da Equipa do SPORTING:

Rui Patrício (GR); Abel Ferreira, António Sousa "Tonel", Anderson Polga, Leandro Grimi; Miguel Veloso, João Moutinho (Capitão), Leandro Romagnoli, Marat Izmailov (Bruno Pereirinha 70 min); Liedson Muniz e Simon Vukcevic (Yannick Djaló 76 min).
Treinador: Paulo Bento

 

destaques

João Moutinho
Mais um jogo com muita garra, desta vez mais a defender do que a atacar, envolvendo-se em todos os lances de corpo e alma, ao ponto de ter sido eleito, a par de Liedson, como o alvo dos apupos dos adeptos do Rangers. Nunca deu uma bola como perdida e ganhou muitas para a causa leonina.

Romagnoli
Grande jogo do argentino ao nível das compensações. Jogou solto na zona central, mas correu quilómetros a tapar buracos ou a improvisar desmarcações.

Polga e Tonel
Implacáveis à frente a área leonina, sem nunca facilitar, optando sempre pela solução mais simples para manter a bola longe da baliza de Rui Patrício. Tiveram a vantagem de ter apenas Darcherville para marcar e de, quando o Rangers começou a bombear bolas, de jogar sempre de frente para o que o francês procurava de costas, mas a verdade é que nunca comprometeram. Procuraram a sua sorte no ataque, nas bolas paradas, e Tonel esteve muito perto de marcar, com uma cabeçada que levou uma bola às malhas laterais.

Grimi
Esteve muitas vezes em evidência no flanco esquerdo, tanto a defender como a atacar, tirando bom proveito do muito espaço (mais do que Abel) que teve para subir. Num desses lances, combinou bem com Liedson e esteve perto de marcar.

Barry Ferguson
O melhor dos escoceses em campo, com uma boa visão de jogo e rápido no ataque à bola. Esteve nos melhores lances de ataque do Rangers e não é por acaso que a equipa voltou aos triunfos e aos títulos depois do regresso do seu capitão.

Ambiente de Ibrox
Impressionante, mas longe de chegar à força dos cânticos dos rivais do Celtic. Para já, para um português, não deixa de ser estranho ouvir um estádio cheio de escoceses sempre a gritar por Inglaterra. Mas, políticas à parte, é sempre bonito ver um estádio cheio a puxar por uma equipa.

Rui Patrício: «Esperava ter mais trabalho»

O guarda-redes do Sporting, Rui Patrício, comentou da seguinte forma o empate (0-0) com o Rangers, no final do jogo de Glasgow:

«Esperava ter mais trabalho, mas por outro lado preferia ter tido mais trabalho e termos ganho o jogo. Podíamos ter marcado um golo. Este não é um resultado com bombom, mas é positivo.»

Tonel: «Gostámos bastante de jogar neste ambiente fantástico»

Tonel destacou o bom ambiente de Glasgow, no empate com o Rangers (0-0) e espera igual apoio do público em Alvalade, no próximo dia 10, na segunda-mão dos quartos-de-final da Taça UEFA:

«O Rangers não é uma equipa parecida com a do Bolton. Tem algumas coisas em comum, também são fortes no jogo aéreo, embora o Rangers tente jogar mais à bola. É evidente que o público em casa ajuda bastante. Foi um ambiente fantástico. Gostámos bastante de jogar aqui. Agora esperamos que em casa o nosso público também nos apoie e nos ajude a passar esta eliminatória. Não podemos pensar que estamos em vantagem. Temos de pensar que está 50/50, porque eles têm uma boa equipa. Se desrespeitarmos o Glasgow pode ser fatal. Vamos querer respeitá-los e vamos querer ganhar para passar.»

Polga: «Com mais calma podíamos ter marcado»

Anderson Polga comentou da seguinte forma o empate em Glasgow, no final do jogo com o Rangers (0-0):

«O mais importante foi a equipa ter jogado muito concentrada. Controlámos todos os problemas que podíamos ter no início e nunca demos muitas chances. Isso é essencial para sairmos de um campo difícil com um bom resultado. Não podemos sair daqui a pensar que somos mais fortes. O jogo correu desta forma, defendemos bem e com pouco mais de calma podíamos ter feito um golo. Em Alvalade vai ser outro jogo. Vai ser decisivo pois as duas equipas têm de marcar para passar esta fase. Temos de jogar concentrados, sem menosprezar o adversário porque continua a não haver favoritos.»

Comentando o final de contrato em Junho de 2009: «Existe interesse das duas partes. Estou disponível, mas tenho mais um ano, portanto vou esperar acabar a época para definir. Para sair do Sporting teria de ser uma proposta bem acima. Nunca me passou pela cabeça jogar noutro clube em Portugal que não fosse o Sporting.»

Miguel Veloso: «Tivemos de dar ao cabedal»

O Sporting empatou em Glasgow com o Rangers (0-0) e no final do jogo Miguel Veloso comentou da seguinte forma o resultado do jogo da primeira-mão dos quartos-de-final da Taça UEFA:

«É um bom resultado porque é fora de casa, mas também é perigoso porque se o Rangers conseguir um golo nós temos de marcar dois. Penso que nos batemos bem aqui. Foi um jogo bastante difícil. O Rangers não tem um jogo tão parecido com o Bolton, mas também foi um jogo de combate. Tivemos de dar ao cabedal. Mostrámos aqui a nossa garra e a nossa atitude. O Rangers é uma equipa que defende tacticamente com dez jogadores atrás da linha da bola. Em Alvalade isso pode ser perigoso, mas temos consciência do nosso potencial e do nosso valor. Vamos tentar fazer melhor em casa.»

Sobre o livre que marcou na recta final: «Estava confiante. Atirei para a direita do guarda-redes, mas infelizmente a bola sofreu um desvio na cabeça de um adversário.»

Sobre o Euro 2008: «A esperança esteve sempre comigo. Tenho vindo a trabalhar para isso. Disse que era um sonho representar a selecção no Europeu e vou continuar a trabalhar para que isso aconteça.»

 

Bento diz que Sporting foi melhor em tudo, Smith que não houve diferenças

Os treinadores de Sporting, Paulo Bento, e Rangers, Walter Smith, após o encontro entre as duas equipas, na primeira mão dos quartos-de-final da Taça UEFA, em Glasgow, que terminou empatado a zero

 

Paulo Bento:

«Bom resultado, boa exibição, confiança absoluta para o jogo da segunda mão, porque tecnicamente somos melhores, tacticamente, se estivermos como hoje, penso que também somos melhores. Temos de controlar as emoções no próximo jogo. Temos de ter paciência, segurança e equilíbrio na segunda mão.»

«Alcançámos parte do objectivo. O grande objectivo era ganhar, mas conseguimos não perder. Um empate com golos teria sido melhor. A eliminatória está a meio e cada equipa tem 50 por cento de hipóteses de passar.»

«Se sofrer um golo, o Sporting tem de fazer dois, se não sofrer nenhum só tem de marcar um. Sempre foi mais fácil marcar um golo do que dois. Primeiro, a equipa tem de ter segurança e só depois o risco.»

«É um resultado que é bom, mas que não é decisivo e pode tornar-se perigoso. Estivemos exemplares na defesa, mas faltou-nos um pouco simplicidade no ataque. Vamos ter mais iniciativa no jogo da segunda mão»

Walter Smith:

«O resultado foi justo, não houve muita diferença entre as equipas. Não jogámos tão bem como nas outras partidas. Vamos tentar fazer melhor na segunda mão.»

 

In maisfutebol.iol.pt

 



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