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Sábado, 04 Dezembro 2021
Polga. O herói mais improvável num feriado com greves e protestos PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Quarta, 01 Dezembro 2010 23:54

101201polga10317d12_537x302Sporting vence Lille com golo do central e está apurado. Fora do relvado, Juventude Leonina deixa recados à direcção: “Preparem as malas”

 

A nova mascote do Sporting, o Jubas – o último reforço dos lisboetas –, teve a estreia abençoada: os leões venceram o Lille por 1-0, carimbaram o apuramento para a próxima fase da Liga Europa e garantiram o primeiro lugar no grupo – o que vai contar mais tarde, no sorteio. Mas na noite em que só Polga e pouco mais não cumpriram feriado, e em que Rui Patrício (sem muito trabalho) passou a ser o segundo guarda-redes na história do clube com mais jogos europeus (Damas ainda lidera), um encontro que de vez em quando parecia de casados e solteiros confirmou o divórcio da claque Juventude Leonina com a direcção presidida por José Eduardo Bettencourt. A ponto de, a certa altura, ter sido levantada a tarja “Em 1999 por menos fizemos mais [...] Preparem as malas”.

 

O que é isto? Basicamente, uma ameaça de golpe de Estado – há 11 anos, um grupo de sócios contestatários e descontentes invadiu a sala de reuniões de José Roquette e companhia para pedir cabeças. Aí saiu Materazzi, o treinador italiano substituído pelo campeão Inácio. E agora, como será? Não se sabe. Mas uma coisa é certa: a união que a equipa começa a ganhar dentro do relvado colide com a desunião que se vai agravando fora do mesmo.

Nesse jogo de contrastes, a Juventude Leonina confirmou o protesto contra a direcção, que censurou tarjas da claque no clássico com o FC Porto (o topo sul atrás da baliza só teve adeptos aos 20 minutos, mas a faixa “Ultra Juventude Leonina” já estava lá e ao contrário), mas Paulo Sérgio não conseguiu dar continuidade ao “processo evolutivo e indicadores de crescimento”. Porque, em resumo, o Sporting não foi melhor com o Lille em comparação com o último jogo.

 

Há uma justificação simples para isso: a disposição táctica da equipa. Yannick, que entrou para o lugar de Valdés, estava colocado como um falso número 10, de vez em quando juntava-se aos avançados formando um trio no ataque, esporadicamente trocava com Postiga e chegava-se mais a Liedson. Ok, na teoria não se pode discutir a opção, mas, na prática, as coisas nem sempre correram bem. E até os laterais, que costumam chegar com facilidade à linha de fundo, estiveram bem mais discretos nas cavalgadas ofensivas do que é habitual. Salvou-se a solidez defensiva que o trio Pedro Mendes/André Santos/Maniche vai dando.

 

Túlio de Melo ainda ameaçou no primeiro remate do encontro (e do próprio, porque teve sempre grandes facilidades no eixo defensivo central dos leões) mas Polga vingou-se e vestiu o fato de atacante: após um remate disparatado que ameaçou ir parar ao Lumiar (10’), enviou uma bola de cabeça à trave (13’, que foi mesmo o minuto do azar) e conseguiu quebrar o jejum sem golos aos 28 minutos. Ainda se lembra da última vez que o central celebrou? Damos uma ajuda: foi na altura em que os barris de petróleo ainda não tinham chegado aos 100 dólares, em que Carriço nem sequer fazia parte do plantel, em que o Brasil não tinha ainda o acordo ortográfico de 1990 em vigor, em que o rali Dakar nunca tinha saído da Europa e de África. Pronto, mais fácil: Dezembro de 2007, de grande penalidade, frente ao Dínamo Kiev (sim, porque o internacional só marca nas competições europeias). Mas o golo levantou uma dúvida: como é possível o tão badalado árbitro de baliza não ver uma clara mão de Postiga na área, o mesmo que tinha sofrido uma grande penalidade minutos antes não assinalada, tudo a pouquíssimos metros de distância? Mau demais.

 

Os minutos passavam e a qualidade do encontro mantinha-se: de vez em quando mais mexido, com maior intensidade (não muita, apenas q.b.) e mais oportunidades de golo – sobretudo quando Yannick falhou isolado, sozinho frente a Landreau. Mas globalmente fraco. E com o Lille, líder em França (como?), a ameaçar só em alguns cantos e livres. O intervalo chegou mas voltou tudo da mesma forma. Foi mais do mesmo, agora com um futebol onde poucos se lembraram do objectivo de rematar à baliza. E entre uns calafrios (sempre em lances pelo ar) e as habituais substituições, o Sporting lá segurou a preciosa vantagem mínima, tendo ainda visto os franceses atirarem uma bola ao poste a sete minutos do fim. Tal como Vukcevic, no último lance.

 

In ionline.pt

 



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