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Valdés vale muito mais a dez PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Quarta, 12 Janeiro 2011 13:33

110112valdesÉ gritante a transfiguração de Jaime Valdés ao jogar adiantado no corredor central. O versátil e criativo chileno recrutado pelos leões aos italianos do Atalanta no último defeso tem capacidade para actuar a partir dos flancos, mas é no apoio directo ao homem mais avançado da equipa, pelo meio, que mais partido tira dos atributos técnicos e veia goleadora. Isso mesmo é trazido à evidência pelo rendimento do 15 no corredor central, onde apontou quatro dos cinco golos que leva na Liga, tornando-o o melhor marcador da equipa na prova (a excepção foi ante o FC Porto, em que actuou como falso ala-direito, derivando para... dez).

 

A lesão de Postiga aos primeiros minutos da recepção ao Braga, que forçou à substituição e redistribuição de tarefas, entregando Paulo Sérgio a esquerda a Salomão, que saltou do banco e tomou o lugar de Valdés, que assumiu o posto do lesionado 23 como dez, no apoio próximo e directo a Liedson, veio apenas confirmar o maior rendimento do chileno naquela posição.

 

A capacidade para jogar entre linhas, não sendo propriamente um médio-ofensivo central nem avançado e, paradoxalmente, desempenhando a rigor as duas funções em simultâneo, Valdés assume papel de especial relevo nos desequilíbrios criados no último terço do terreno, onde, não estando sujeito à marcação dos centrais contrários, surge com oportunidade a finalizar - sem o esforço suplementar de partir de posições mais recuadas e laterais a que está sujeito jogando nas alas: na prática, é a diferença entre percorrer dez metros e passar um, dois adversários, ou calcorrear 30 e ter de deixar para trás três ou quatro oponentes.

 

Valdés "nasceu" a dez - ou, mais correcto, segundo avançado - na deslocação a Leiria, onde actuou nas costas de Postiga. A resposta foi inequívoca: dois golos que valeram o triunfo dos leões. Foi ali, também, que deixou o Sporting a ganhar ao Guimarães por 2-0 (acabaria em 2-3, após a expulsão de Maniche) Académica e Setúbal, fora. Foi a dez - em rigor -, também, que registou uma das suas piores exibições, no vértice mais adiantado do losango apresentado no Bonfim, para a Taça...

É no apoio ao homem mais avançado que Valdés mais rende. Apesar da apurada cultura táctica acumulada na Serie A, mesmo a partir das alas, é essa a posição que procura. Sem Postiga, o lugar é seu.

 

Só mudança táctica tira o 15 do seu lugar

 

Valdés chegou a Alvalade com a reputação de jogador versátil, que podia actuar nos corredores laterais, mas, também, no centro do terreno, e foi nas alas que mais tempo passou durante a preparação para a presente temporada. À esquerda, o chileno não deslumbrou críticos nem adeptos e rapidamente surgiram as dúvidas sobre a oportunidade da sua contratação.

A escassez de opções no ataque levou Paulo Sérgio a entregar-lhe outras funções, passando a desempenhar o papel de teórico 10 num 4x2x3x1 que tomava emprestados os mecanismos do 4x4x2 mais clássico e, aí, Valdés deslumbrou, jogando com inteligência entre as linhas e aproveitando os espaços na zona de finalização.

 

Agora, e no actual contexto, só nova alteração do sistema poderá alterar o seu posicionamento no terreno: para que tal suceda, Paulo Sérgio teria de regressar ao desenho escolhido a partir do confronto com o FC Porto, o qual privilegia a utilização simultânea de três elementos fundamentais, mas com características semelhantes: Pedro Mendes, André Santos e Maniche. Nesse quadro, a frente de ataque passa a ser composta por três elementos: Liedson, ao centro; Valdés e um companheiro no apoio.

 

A dez... mesmo em 4x3x3

 

Mesmo que a opção de Paulo Sérgio recaia sobre o regresso ao 4x3x3 que permite a utilização simultânea de Pedro Mendes, André Santos e Maniche, a convivência de Valdés com a linha lateral será pouco mais que efémera. É que, desde que o chileno se deparou com a mediocridade das suas actuações sempre e quando a táctica o prendia à linha lateral, o técnico fez questão de procurar mecanismos que favorecessem as suas características, abrindo-lhe a porta das zonas mais interiores. Com o 4x3x3, Valdés deriva para o apoio ao ponta-de-lança a partir da ala, mas em movimentos de diagonal interior que lhe permitem usar a inteligência no posicionamento entre linhas, não se afastando muito do papel de 10, ou, ao bom e velho estilo de João Vieira Pinto, da função que ficou conhecida por "oito e meio". Aí, oferece linhas de passe aos companheiros, assiste e aparece em boas condições para finalizar. Até já é o melhor marcador...

 

In ojogo.pt


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