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Sporting. Fundo foi quase perdido mas os fundos falaram mais alto PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sábado, 22 Janeiro 2011 13:45

110122_fundoSAD indignou-se com avaliações do BES, negócio parou mas dinheiro é tão necessário que a operação está quase feita. Como a expansão das academias. TV pode cair, pavilhão é projecto viável - o i explica últimos actos dos órgãos sociais demissionários

 

O Sporting sempre teve grande tradição no fundo e no meio-fundo mas, do atletismo para o futebol, também aqui, no Fundo (de Jogadores), voltou a perder para o rival Benfica. O i está em condições de avançar que o projecto está quase a fechar e que existe ainda a hipótese de receber o valor total - nunca superior a 15 milhões de euros - em Janeiro, antes do fecho do mercado, por adiantamento do BES. Mas, antes, o negócio esteve preso por um fio. E se não fosse a necessidade de dinheiro para equilibrar a tesouraria, tinha ido ao fundo - por decisão da SAD e do BES.


A ideia de criar um fundo nasceu e foi crescendo ainda na última época. Quando Bettencourt criticava a operação das águias, começava a pensar em fazer exactamente o mesmo. Primeiro obstáculo: o BES, parceiro de ambos os clubes, avisou logo que os valores ficariam a metade (ou menos) do Benfica. Os dirigentes leoninos lá ficaram convencidos e, sabendo que se trata de um encaixe com tanto de fácil como de importante, anuíram. Toda a parte burocrática deu entrada na CMVM em Outubro, como o i avançou.

O pior estava ainda para chegar: a avaliação do Comité de Investimento da entidade bancária. Que, em resumo, não deu mais valor a qualquer elemento do Sporting do que a dois ex-juniores dos encarnados (Roderick Miranda e Nélson Oliveira, ambos avaliados em 8 milhões). Nem Carriço que, ao invés do que já chegou a ser avançado, será o jogador com passe mais elevado entre todos os leões. E, aqui, o plano esteve para ir ao fundo.

Do rock ''n'' roll passou-se para o fado. O triste fado dos lamentos, das acusações de parcialidade, da injustiça, etc. O BES fez ouvidos moucos a tudo e explicou, de forma detalhada, todas as razões para tais avaliações: crise económica que atravessa o país e o futebol; maus resultados e falta de títulos; peso/valor da marca no mercado; qualidade dos jogadores; aprendizagem com erros do passado. O Sporting aceitou. E a demissão em bloco dos órgãos sociais não pôs, por si, o negócio em risco; apenas retardou o fecho do fundo que, inicialmente, foi pensado para 30 mas ficará por 15 ou menos milhões. Mais: esse montante terá jogadores que, no princípio, nem foram sugeridos pela SAD leonina (mas que agora já interessam muito, como pode ler no rodapé).

Assim, os lisboetas irão receber dinheiro fresco que não servirá só para abater passivo, alienando percentagens dos passes dos maiores talentos. E, antes, tinham contratado alguns jogadores através de fundos privados paralelos (Torsiglieri ou Pongolle são exemplos), a quem também venderam metade de dois dos jogadores juniores mais promissores: Tobias Figueiredo e Eric Dier (foi emprestado ao Everton). Segundo alguns especialistas, existem duas ilações a retirar: o Sporting fica mais refém de bancos e empresários que controlam esses grupos; e mantém-se a intenção de antecipar receitas (muitas vezes descrita como fuga para a frente).

ocidente Do fundo para os 100 metros, Bettencourt encontra-se em sprint para fechar outros projectos. Como, por exemplo, a Sporting TV - que também se encontra em risco. Apesar de ter afirmado, em assembleia-geral, que seria uma aposta importante e com impacto positivo para as contas, o líder cessante analisou todos os estudos e travou a marcha: ao contrário do que acontece com alguns dos maiores clubes europeus, o investimento inicial pode não ser compensado pelas receitas. Mais: o facto de ter vendido os direitos televisivos até 2018 à Olivedesportos por 13,5 milhões de euros/época - outra vez para fazer uma antecipação de receitas, quando agora poderia vender a outra empresa rival por montantes bem maiores... - acaba por condicionar quaisquer negociações paralelas nesta temática.

Mas enquanto a TV trava a construção do pavilhão pode acelerar. E os contactos exploratórios com alguns grandes sponsors feitos por elementos ligados aos lisboetas já permitem perceber que a obra poderá ficar quase sem custos ao clube caso se avance mesmo para a hipótese de naming. Ou seja, os patrocínios vão pagar grande parte dos cerca de 10 milhões orçamentados.

oriente A hipótese (real) de Vukcevic ir para Inglaterra (West Ham) - num negócio mediado pelo agente Zahavi - continua a ser falada, mas confirmada ainda só está a viragem do Sporting a oriente: como o i já tinha anunciado, os leões estabeleceram um acordo de parceria para exploração e desenvolvimento de oportunidades de negócio em Macau e na China (com empresas locais e uma instituição financeira), que poderá levar à abertura da primeira academia nesse território, como vai existir na África do Sul (Bloemfontein). Além da escola Academia Sporting, no Canadá, e da consultoria técnica ao Al-Ahli, da Arábia Saudita, o clube prepara-se para lançar mais projectos ligados à formação no Brasil, EUA, Irão, Índia, Angola e Moçambique.

 

In ionline.pt


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