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Rocha vs. Roquette. A guerra entre antigos líderes cruza gerações PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Quinta, 20 Janeiro 2011 13:52

110120_joao_rochaZangam-se as comadres, sabem-se verdades. E um desses duelos, quiçá o maior, está a dividir o eleitorado do Sporting

 

O Sporting é um clube desportivo com uma estranha tendência: em fases mais conturbadas, transforma-se quase num partido político com futebol e umas quantas modalidades. Hoje, quando a equipa entrar em campo, haverá duas horas de tréguas no pensamento - é um jogo para a Taça da Liga, com o Penafiel, mas é a camisola verde e branca em campo. Antes e depois continuarão os encontros (mais ou menos secretos), as ceias, os jantares, os emails, os telefonemas.

E, sobretudo, uma divisão clara que se formou entre os fiéis do projecto Roquette e a vaga por um clube à imagem do que foi nas décadas de 70 ou 80, com João Rocha. Quem for por um é contra o outro: não há alternativa. Afinal, esta é apenas a maior das muitas guerras entre antigos líderes.

Dias da Cunha e Soares Franco tiveram duras trocas de palavras; Franco nunca gostou da forma como, quase do nada, Bettencourt avançou; Jorge Gonçalves e Sousa Cintra registaram episódios quase pitorescos entre ambos. Depois, no plano mais alto desta espécie de "regra", estão Rocha e Roquette. A ponto de, ainda hoje, decorrer um processo por difamação movido pelo segundo ao primeiro, após uma entrevista em que o presidente com mais mandatos acusou o "pai" da SAD de ter feito operações ilegais quando vendeu a sua posição no banco Totta, de ter liquidado o futuro do Sporting e de ter tentado fazer um acordo secreto com o FC Porto para dividir o poder no futebol português. Por isso, e numa altura particularmente difícil da vida dos leões, nasceu o movimento "João Rocha Jr. para a presidência" no Facebook, que tem mais de 5 mil seguidores. Sim, é verdade, estas guerras já saltaram uma geração e, agora, é um filho do ex-líder (ou alguém próximo) que pode avançar.

Passado Eduardo Fortunato de Almeida, sócio há 25 anos, foi o mentor de um movimento que, no domínio público, não quer ir contra ninguém. Mas vai porque qualquer que seja a figura em sufrágio, existe o objectivo de fazer regressar o velho espírito leonino das décadas de 70 e 80, com estádios cheios, romarias nos jogos fora e uma Juventude Leonina cada vez mais forte (parou neste ponto? Tem uma explicação: os filhos de João Rocha foram fundadores da primeira e maior claque de um clube português, em 1976).

E o que foi então a era Rocha? Em resumo, um período em que o clube ganhou 1210 títulos (três campeonatos e outras tantas Taças no futebol), em que tinha mais de 100 mil sócios (106 954) e um dia-a-dia cheio de vitalidade - as bancadas de Alvalade foram acabadas, nasceram os pavilhões, a pista de tartan, o centro de estágio, etc. Claro, teve pontos negativos como as constantes precipitações no departamento de futebol ou os despedimentos de treinadores, mas há (e não são assim tão poucos) quem queira voltar ao passado.

Presente Em 1996 entra José Roquette, neto de José Alvalade. Rocha não conseguira implementar o primeiro projecto de clube-empresa (Sociedade de Construções e Planeamento) por causa do 25 de Abril, mas o economista fez nascer a SAD para promover um 25 de Abril no Sporting. Este era um ponto de um projecto que queria profissionalizar a gestão, regularizar dívidas ao fisco e à Segurança Social; criar um estádio e uma Academia; e tornar o clube independente em termos financeiros dos resultados desportivos. Em muitos pontos, falhou. Como no estádio, que deveria custar 75 milhões de euros e não dar passivo (entre governo, accionistas fundadores e venda de património estaria pago) em vez de ser o maior problema ainda hoje. Mas há (e não são assim tão poucos) quem queira isso para o presente.

Futuro Qualquer candidato que avance e responda à grande questão - revê- -se no estilo João Rocha ou no projecto Roquette? - sabe que vai ganhar ou perder muitos apoiantes. É tempo para uma revolução (os mais moderados chamam--lhe renovação). E todos, de qualquer facção, querem isso para o futuro leonino.

 

In ionline.pt


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