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Quinta, 09 Dezembro 2021
Conselho Leonino. Uma Assembleia da República com falta de democracia? PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sexta, 28 Janeiro 2011 14:37

110128_conselho_leoninoSporting tem um governo demissionário. O primeiro órgão a cair em Fevereiro será aquele que o diferencia dos rivais mas também o mais criticado: há quem defenda a extinção

 

O treino do Sporting foi mais agitado do que é normal: começou 20 minutos atrasado (apesar de todos os jogadores estarem no campo) e, a determinada altura, deixou de contar com Paulo Sérgio, que esteve reunido com Couceiro e Costinha e voltou mais tarde, sozinho, ao relvado. Desse encontro saiu, por todas as partes, quase zero para o exterior - o maior objectivo dos responsáveis pelo futebol leonino é blindar a equipa contra o ruído exterior crescente por causa das eleições.

Em parte têm conseguido. Ao invés, por exemplo, do que acontece após as reuniões do Conselho Leonino. Mas esta é apenas uma de várias críticas ao órgão que diferencia os lisboetas dos maiores rivais.

Criado em 1968, em substituição de dois antigos órgãos (conselho geral e conselho de presidentes), o Conselho Leonino perdeu influência em 1989 mas recuperou-a entre 1996 e 1999, sempre por alterações estatutárias. O que é hoje? Em termos práticos, e de forma resumida, um órgão consultivo que deve velar pelo cumprimento dos estatutos, exercer competências delegadas pela assembleia-geral, tomar conhecimento (e opinar) das propostas de orçamento/relatório e contas dos exercícios anuais e dar sugestões ao conselho directivo e fiscal. Aqui começam as queixas: quem está nesta espécie de Assembleia da República e não é pelo governo chega a ser gozado; quem apoia o governo gosta de saber uns pormenores da vida do clube mas é sempre a favor de tudo. E daqui resulta a pergunta: sendo assim, valerá mesmo a pena existir?

Numa fase em que os candidatos putativos estão mais entretidos com a contagem de espingardas para avançarem (ou não) para a guerra eleitoral, o i quis ouvir diversas sensibilidades a propósito da matéria. E se no fundo todos defendem que é um órgão importante, não há ninguém que não admita a necessidade de mudar o seu actual modelo de funcionamento.

"É muito útil mas admito que alguém com sensibilidade e conhecimento deveria propor outros métodos. Não concordo que o que é contra fica riscado: é normal haver pontos de vista diferentes mas todos dão a opinião. Mau é quando se põe o carácter e a dignidade dos conselheiros em causa", diz Bernardes Dinis, que entrou nas lista de Bettencourt. "Assim o melhor é nem existir! Pelo método actual, muitos até dizem que sim a tudo só para não contrariar... Deve haver um sorteio dentro do universo do clube, com alguns limites, e promover a organização de grupos de trabalho que debatam determinadas pastas em específico. Nesta altura é uma figura de estilo, oferecem-se para ir para lá e não ligam nenhuma a quem fala em alternativa", destaca Luís Aguiar de Matos, eleito nas listas de Paulo Cristóvão mas que se demitiu, como os restantes três elementos do grupo.

A Associação de Adeptos Sportinguistas, que concorreu só ao Conselho Leonino em 2009, colocou três membros do órgão e desenvolveu uma proposta que, de uma ou outra forma, tem alguns pontos de contacto com as soluções apresentadas - reduzir os lugares por inerência, requerer dossiês que tivessem sido discutidos antes, promover grupos de trabalho para discutir áreas em específico e convidar figuras externas em algumas sessões. Mas uma questão vai permanecer: sairá algo positivo do órgão?

 

In ionline.pt


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