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Carlos Freitas: «O Sporting também viu Lisandro e Cardozo, mas passar o cheque era complicado» PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Terça, 15 Fevereiro 2011 10:11

110215_carlos_freitasCarlos Freitas em entrevista à «Sport TV»

 

A frase é de Carlos Freitas, antigo director desportivo do Sporting, numa entrevista à «Sport TV». O dirigente falou nos momentos que passou no clube de Alvalade, no Sp. Braga e, mais recentemente, no Panathinaikos.

«O Sporting também viu Lisandro López, também viu Cardozo, também conhecia Nilmar ou Daniel Carvalho. Mas chegando à altura de passar o cheque, era e é muito complicado. O Sporting é demasiado caro para ser terceiro e demasiado barato para ser primeiro ou segundo», contou em referência à capacidade financeira do clube em comparação com Benfica e F.C. Porto.


Outras declarações na mesma entrevista

Em relação à sua saída de Alvalade: « Saí porque quis, porque entendi que era esse o momento para sair. A dimensão dos clubes e a exposição mediática também dão azo ao crescer dos problemas. Eu saí quando entendi que se tinha caído num quadro analítico que dizia que o Sporting ganhava pelos jogadores da formação e perdia pelos jogadores que chegavam a Alvalade. Não é verdade, como não é verdade que só os jogadores da formação são vendidos. O Sporting entre 2000 e 2008 realizou cerca de 80 milhões com jogadores da formação. Vendemos 27, mas também se venderam outros».

Em relação à actual crise no Sporting: «Para mim esta crise é surpreendente. Acho que o Sporting desaproveitou uma fase entre 2000 e 2009 por forma a estabilizar em termos competitivos e agora vai ter de reencontrar a tranquilidade. Há um estado depressivo nos sportinguistas. E o incrível é que a última década do Sporting é das mais vitoriosas no pós-violinos. O Sporting ganhou taças, supertaças, esteve numa final europeia, perdeu campeonatos mesmo no fim, foi a quatro Champions consecutivas. O problema foi não ter a capacidade de potenciar esse bom momento. Custa-me muito ver o Sporting nesta situação».

Sobre a saída de Liedson: «Liedson é um amigo, é um jogador que me marcou. Deu-me muitas alegrias. Acho que é pacífico catalogarmos o Liedson como um dos grandes jogadores estrangeiros que passaram por Portugal. O Liedson, desportivamente, faz falta a qualquer equipa. Tem raça e golos. As razões financeiras que levaram o Sporting a tomar esta decisão seguramente foram muito ponderadas. Acredito quem nem treinador nem director desportivo tenham gostado, é óbvio. Ninguém quer perder um jogador como Liedson».

Sobre negócios com o F.C. Porto: «Enquanto estive no Sporting houve várias possibilidades de permuta entre jogadores do FC Porto e do Sporting. A troca Carlos Martins ¿ Postiga foi proposta várias vezes e nunca foi aceite, acabou por não se realizar. Recentemente, que me recorde, só aconteceram duas mudanças desse género e de jogadores que eram pouco utilizados. A de Ricardo Fernandes por Clayton e a de Postiga e Nuno André Coelho. Em Itália, este género de negócios é normal. Aqui não são bem aceites. É preciso evoluir neste plano».

Sobre o seu futuro: «Estou aberto a propostas para preparar a próxima época. Não posso nem quero fechar portas a ninguém. Grandes ou pequenos, porque não?, aqui ou lá fora. Sou um profissional».

 

In http://www.maisfutebol.iol.pt


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