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Polga. Este capitão é a cara do Sporting e só a Liga Europa pode lavá-la PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Quarta, 16 Fevereiro 2011 10:13

110216_polgaAcompanhou o melhor e o pior do clube nos últimos anos, é um dos mais influentes no balneário, mas vai ser capaz de levar a equipa a um fim de época honroso?

 

Se o futebol do Sporting fosse uma peça musical, movimentar-se-ia nos compassos de Polga. O central pode ser considerado o metrónomo leonino: desde que chegou a Alvalade (2003/04) o andamento dos leões tem aumentado e diminuído ao ritmo dos seus altos e baixos.

Presto, andamento rápido: sob a batuta de Fernando Santos e Paulo Bento Polga conhece as melhores épocas com a camisola do Sporting, faltando apenas conquistar um campeonato nacional. A equipa lutou pelo título até final.


Adagio, lento: nas piores fases, com José Peseiro e Carlos Carvalhal, fez parte do problema e não da solução. Neste último, coincidiu com a fase em que a equipa já não lutava pela liderança na Liga.

Allegro ma non troppo, médio: antes da possível época de sonho virar pesadelo, em 2004/05, esteve em bom plano. Com Paulo Sérgio, tem estado assim-assim.

Amanhã o Sporting disputa um dos encontros mais importantes da temporada, na primeira mão dos dezasseis-avos-de-final da Liga Europa, contra o Rangers. O andamento de Polga, depois de ter sido poupado no jogo com o Olhanense, poderá ditar o destino dos leões. O central, único campeão do mundo a actuar na Liga portuguesa, guarda boas recordações dos palcos europeus. Marcou o primeiro golo com a camisola verde-e-branca a 2 de Outubro de 2007, mais de quatro anos depois de chegar ao clube, num jogo da Liga dos Campeões. Esta temporada, foi decisivo ao apontar o único tento na vitória sobre o Lille (o 100.º do Sporting nas competições europeias), que valeu aos leões o primeiro lugar no Grupo C da competição. Totaliza quatro golos (nunca marcou em provas nacionais) desde que está no Sporting, o que o coloca como o central mais concretizador dos leões nas provas da UEFA.

Polga e o Sporting têm pela frente o momento decisivo para salvar a má época no campeonato, até porque na Europa a equipa tem outra face: vence e convence. O defesa de 32 anos é um dos jogadores mais respeitados no balneário e pode ser ele a voz do ''grito de revolta'' que inspire o grupo leonino a dar a volta por cima, depois das saídas de Liedson, Costinha e Bettencourt. Foi chamado ao relvado como capitão de equipa, no jogo de apresentação aos sócios, no que parece ter sido um excesso do speaker, mas a sua influência no grupo de trabalho é inegável, apesar da braçadeira estar no braço de Carriço, 10 anos mais novo. Por isso, é essencial para Paulo Sérgio que no Ibrox Stadium e em Alvalade Polga mostre a sua melhor cara. A de goleador das noites europeias e não a de um central lento e comprometedor, como se viu na derrota contra o Halmstad (2-3), em Setembro de 2005, pouco antes de José Peseiro ter abandonado o comando técnico do clube.

Se o Sporting eliminar o Rangers, parte para a meia-final da Taça da Liga contra o Benfica (2 de Março) com outro ânimo. Se falhar estes dois objectivos, o final de temporada será lento e penoso. E Polga, que até pode deixar Alvalade no fim da época devido ao interesse do Corinthians (para onde se mudou o amigo Liedson), quer certamente despedir-se da melhor forma. Pode ser a batuta de Polga a decidir como acaba a banda-sonora dos leões em 2010/11: com um requiem, para esquecer, ou uma sonata épica, para recordar.

 

In ionline.pt


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