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Quinta, 06 Outubro 2022
Estas eleições têm tudo. Política, banca e generais PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Quarta, 09 Março 2011 13:30

110309_eleicoesOs sócios do Sporting escolhem novo presidente no dia 26. Mas os nomes de peso estão mais abaixo nas listas

 

Tal como o país, o Sporting está em crise. Porém, em Alvalade, a discussão não se centra em torno de uma possível intervenção do Fundo Monetário Internacional, nem Sócrates e Merkel são figuras de proa. Mas, ao contrário do habitual, os nomes mais fortes lançados pelas listas (até agora conhecidas) são de políticos, generais ou de personalidades com ligações à banca. Se alguém ainda acredita que o futebol não se mistura com política, as eleições do Sporting aí estão para provar o contrário.


Godinho Lopes e Pedro Baltazar são os únicos, de entre as seis possíveis candidaturas, que já divulgaram as suas listas para os órgãos sociais. O PSD e o BES são siglas dominantes entre os nomes apresentados, além de dois generais. A maior surpresa foi talvez a do regresso de Pedro Santana Lopes, ex-presidente do Sporting e um dos nomes mais mediáticos do PPD-PSD, como gosta de chamar ao seu partido. O antigo primeiro-ministro será o presidente da Assembleia Geral na lista de Pedro Baltazar, ex-administrador da SAD leonina. Nuno Fernandes Thomaz, do CDS-PP, e antigo secretário de Estados dos Assuntos do Mar, é um dos vice-presidentes.

Mas, se as ligações políticas vencessem eleições, Godinho Lopes podia festejar antecipadamente. O engenheiro que pertenceu ao Conselho Directivo do Sporting durante a presidência de Dias da Cunha tem do seu lado Ângelo Correia, Eduardo Catroga, Ricardo Henriques Tomás, Rui Paulo Figueiredo, entre outros. De salientar também os nomes de Aureleano Neves (ocupou funções de direcção no BES) e de José Maria Ricciardi - como apoiante, pois não integra a lista -, presidente do BES Investimento. E qual é a importância destas ligações? O BES e o BCP são os maiores credores do Sporting, cujo passivo ascende aos 295 milhões de euros. Depois há também o nome de Daisy Ulrich, filha de Fernando Ulrich, presidente do BPI.

Neste dérbi de listas, Pedro Baltazar apresentou ainda mais dois trunfos: o general Valença Pinto, ex-Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) e o general Rocha Vieira, ex-Chefe do Estado Maior do Exército. O primeiro será presidente do Conselho Fiscal, enquanto o antigo governador de Macau está na lista para o Conselho Leonino, um órgão consultivo.

A 17 dias das eleições, e apesar de ainda faltarem conhecer os órgãos sociais de quatro candidatos (Abrantes Mendes, Bruno de Carvalho, Dias Ferreira e Zeferino Boal, caso todos formalizem a candidatura), a politização das listas é já bastante evidente.

Tubarões da comunicação Estas são, seguramente, as eleições mais disputadas do Sporting no aspecto mediático, com as candidaturas a disputarem ferozmente as atenções dos meios de comunicação social. A estratégia da campanha de Godinho Lopes foi preparada pela Cunha Vaz & Associados, uma das maiores agências de comunicação do país. Curiosamente, o mentor da empresa, António Cunha Vaz, foi director de comunicação do Benfica. Dias Ferreira está a trabalhar com a Agenda Setting e Bruno de Carvalho com a Fix. Pedro Baltazar conta com a BAN (de Armandino Geraldes, antigo sócio da Cunha Vaz & Associados) para a estratégia de comunicação, enquanto a Nova Expressão (empresa da qual é administrador) assegura o planeamento de meios e publicidade.

A LPM (de Luís Paixão Martins, consultor da campanha eleitoral do PS em 2005 e de Cavaco em 2006), que tem o FC Porto entre os seus clientes, assegurava a comunicação da candidatura de Braz da Silva, entretanto retirada.

 

In ionline.pt


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